A Polícia Civil divulgou oficialmente nesta quarta-feira (8) a prisão de Selmo dos Santos, de 26 anos, acusado de intermediar o assassinato do prefeito de Rio Branco do Sul, Adel Rutz, em março do ano passado. O rapaz foi até a Delegacia de Almirante Tamandaré na noite de 29 de maio para buscar proteção, porque estaria sofrendo ameaças. Ao constatarem que havia um mandado de prisão contra Santos, os policiais o encaminharam ao Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e ele foi preso.

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De acordo com o superintendente da delegacia de Almirante Tamandaré, na região metropolitana de Curitiba (RMC), Job de Freitas, Santos chegou ao local bastante ferido. O delegado Antônio Macedo Campos Júnior disse que os policiais levantaram a ficha de Santos e constataram que havia um mandado de prisão preventiva por envolvimento na morte do prefeito de Rio Branco do Sul, também na RMC.

O acusado permaneceu na delegacia enquanto a Justiça e o Gaeco foram comunicados. Após ser encaminhado ao Gaeco, Selmo dos Santos foi detido, mas a informação só foi confirmada nesta quarta-feira porque a polícia ainda busca outro rapaz, Daniel dos Santos, primo de Selmo, que é acusado do assassinato e está foragido. Selmo teria contratado o primo para executar Rutz.

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Histórico

O crime contra o prefeito ocorreu na noite de 1º de março de 2010. Segundo a versão oficial divulgada pela polícia, nesta data, por volta das 20 horas, Adel Rutz foi abordado por dois motociclistas, enquanto chegava em casa. Ele foi atingido por cinco disparos de arma de fogo.

Em coletiva realizada três dias após o homicídio, o ex-secretario da Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari, anunciou a prisão de Faria, um dos supostos atiradores. A ex-mulher do prefeito, Josiane de Portes Barros Luz também foi presa, mas responde pelo envolvimento no crime em liberdade. A partilha de bens do casal e supostos casos de adultério teriam motivado o assassinato.

Leônides Matias Geffer, acusado de envolvimento na morte do prefeito de Rio Branco do Sul também foi preso, mas deixou a prisão em dezembro do ano passado. Ele é tio da ex-mulher do prefeito e foi preso durante uma operação do Gaeco.

A decisão da juíza também beneficiou Joerison Portes de Barros, irmão de Josiane e vereador pelo Partido Progressista no município, e Antônio Jeremias dos Santos. O Gaeco tinha mandados de prisão preventiva contra os dois, mas, no dia da operação, eles não foram encontrados pelas autoridades.

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