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Dimensões

- 960 detentos;- 240 celas com 11,85 m2 cada;- 16 solitárias;- 6 presos por cela;- R$ 11 milhões de custo;- 138 portões internos, sendo 80 controlados eletronicamente;- portas de aço de 5 cm de espessura.

Cada preso do CDR custará ao Estado R$ 1.450 mensais, se somados os gastos com toda a estrutura: funcionários, água, luz e alimentação. "É o custo do tratamento penal justo. O preso responde pelo crime que cometeu e não será desconsiderado como ser humano", ressaltou o secretário de Justiça Jair Braga. "Não dá para reclamar".

Na unidade, os detentos receberão três refeições diárias: a primeira, pela manhã, será café com leite e dois pães com manteiga. Na hora do almoço e no jantar, marmitas com 800 gramas de comida. Cerca de 450 dos 960 presos do local poderão trabalhar em três áreas: fabricação de adornos, móveis e de botinas. Inicialmente, 60 começam a fabricar os objetos, com turnos que chegarão, no máximo, entre 6 horas e 8 horas diárias. A cada três dias de serviço diminuem um dia da pena a que foram condenados. "Não vou permitir trabalho escravo", afirma o diretor Raul Vidal.

Pelo trabalho, os presos podem ser remunerados de forma fixa ou por produtividade, em valores que vão de R$ 350 a R$ 500 mensais. Do dinheiro, 20% é depositado em uma poupança obrigatória e 25% vai diretamente para o Fundo Penitenciário, que administra o sistema. Os condenados também poderão estudar, já que o Centro Estadual de Educação Básica Para Jovens e Adultos (Cebeja) da PEL se mudará para a unidade, onde também estão programados cursos de alfabetização.

Nesta sexta-feira, os agentes penitenciários, treinados na PEL, ainda aprendiam os procedimentos de internação dos presos. Ao entrar na Ala de Inclusão, onde os condenados têm o primeiro contato com os agentes, eles ficam algemados e são orientados a olhar para o chão – jamais devem encarar os funcionários.

Sossego acaba logo, diz juiz

O juiz da Vara de Execuções Penas (VEP), Roberto do Valle, afirma que em dois meses os distritos policiais de Londrina estarão novamente lotados e que começará, desde já, a negociar com o governo do Paraná a instalação de uma unidade de regime semi-aberto na Cidade. O juiz já diz ter obtido uma área de dois alqueires, perto do CDR, para a instalação do novo sistema, que permite ao presos trabalhar de dia e voltar à noite para a prisão. Com o novo regime, a Casa de Custódia (CCL), em uma etapa posterior, seria transformado em penitenciária feminina.

CDR vai receber presos da região

Os quatro distritos de Londrina abrigam hoje 600 presos que serão removidos para a CCL e a PEL. Outros distritos de Rolândia, Ibiporã e Cambé também vão transferir 100 presos condenados, de um total de 200 para o CDR. "É um momento histórico o que está ocorrendo em Londrina agora", afirma o juiz da VEP. "Mas vai durar pouco tempo", prevê. Do Valle afirma que, em janeiro de 1997, Londrina tinha 169 presos provisórios. Em 10 anos, o número saltou para 700, superlotando não só a CCL como também os distritos policiais. "

Secretário diz que não entende do assunto

O secretário de Justiça Jair Braga surpreendeu os jornalistas ao afirmar ontem, após a abertura do CDR, não entender "nada" a respeito do sistema penitenciário – sobre o qual tem responsabilidade direta em todo o Paraná. Desembargador aposentado, o secretário afirmou: "meu negócio é julgar processo". Apesar da declaração, prometeu firmeza contra atos de corrupção na CDR.

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