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À exceção de Curitiba, nenhuma cidade da região metropolitana e do litoral apresentou Plano Diretor Municipal de Defesa Civil, conforme a Defesa Civil do Paraná. A iniciativa indica locais com maior probabilidade de desastres e, sobretudo, aponta alternativas do que deve ser feito nas tragédias. Apesar disso, muitas cidades apresentaram o documento para cumprir formalidade, pois uma lei de 2006 exige o plano para que os municípios obtenham financiamentos do governo federal em habitação. "Para atingir os objetivos, é preciso transformar as iniciativas em ações", afirma o tenente Eduardo Gomes Pinheiro, especialista em Emergências Ambientais da Defesa Civil.

O coordenador do Cenacid da UFPR, Renato Lima, tem opinião semelhante à de Pinheiro. "A maioria das cidades não tem plano. Quando apresenta, é algo burocrático, não baseado no conhecimento do processo, na preparação da resposta e no compartilhamento das ações com a sociedade", diz. Quando o plano deixa o escritório e envolve a população, há tendência de melhores resultados. Em Blumenau, uma cidade constantemente fustigada pelas chuvas, existe o Centro de Operações do Sistema de Alerta da Bacia de Itajaía (Ceops), que objetiva alertar os cidadãos sobre a possibilidade de alagamentos.

Referência

O Paraná é o único estado brasileiro a ter um termo de referência induzindo os municípios a pensarem a prevenção de desastres. "Esse é um instrumento extremamente importante para o gestor público e que não recebe a devida atenção", critica Pinheiro. Para ter o efeito desejado quando houver necessidade, ele recomenda a participação das secretarias municipais e, sobretudo, da população. "Nossa função é incentivar os municípios para que realizem o plano de forma correta", diz.

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