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| Foto: Henry Milléo/Gazeta do Povo

O Sindicato dos Professores de Ensino Superior de Curitiba e Região Metropolitana (Sinpes) está trabalhando em três frentes para tentar resolver o impasse com a Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), que em meados de maio afastou nove professores da instituição. Uma delas é o pedido de intervenção do arcebispo de Curitiba, Dom José Antônio Peruzzo, que é grão-chanceler da PUCPR, cargo responsável por mediar as relações da universidade com a Igreja Católica.

Segundo o Sinpes, os professores foram afastados de suas funções por causa da publicação de um jornal do sindicato, no qual há questionamentos sobre demissões e a redução de carga horária dos professores da instituição. A PUCPR alegou que o afastamento ocorreu porque os textos publicados eram ofensivos à honra e a boa fama.

De acordo com o vice-presidente do Sinpes, Valdyr Perrini, o encontro com o arcebispo ocorreu na semana passada, e foram repassados documentos para ele avaliar a situação. “Para nós a atitude da PUCPR não condiz com a doutrina social da Igreja, não condiz com as encíclicas da Igreja e a perseguição sindical não condiz com as mensagens passadas pelo Papa Francisco”, afirma Perrini.

O Sinpes cita a Constituição Apostólica para reforçar a importância do papel do arcebispo na universidade. “Cada bispo tem a responsabilidade de promover o bom andamento das universidades católicas na sua diocese e tem o direito e o dever de vigiar sobre a preservação e o incremento do seu caráter católico”, diz o texto.

Outra frente de atuação do Sinpes é a negociação direta com a reitoria da PUCPR. Segundo Perrini, o deputado estadual Tadeu Veneri (PT) se apresentou como interlocutor e já iniciou as conversas com a instituição. Os detalhes serão apresentados ao sindicato na tarde desta segunda-feira (6). Segundo Perrini, o ponto principal é garantir o retorno dos professores à sala de aula e à orientação de trabalhos de conclusão de curso.

Judiciário

O Sinpes também ingressou com uma ação de reintegração de cargo na Justiça do Trabalho, que está tramitando. Segundo Perrini, a intervenção judicial foi buscada “na ausência de qualquer conversa”, mas considera que ela não atrapalha tentativas de acordo entre as partes. “A Justiça do Trabalho tem um viés conciliatório. Além disso, em uma negociação pressupõe-se concessões recíprocas. Estamos dispostos a negociar cada um dos pontos pendentes com a PUCPR, mas ainda não sabemos o que a instituição quer”, pondera.

O dirigente sindical, que também é professor da PUCPR, diz que é essencial cessar o clima de perseguição na instituição. “Não podemos negociar se somos acuados ou criminalizados por nossas instituições. O ideal neste momento é desarmarmos o espírito e começar a negociar o mérito das questões”, acrescenta.

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