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Fronteira

Quatro pessoas são presas em operação da PF em Guaíra

Policiais federais e empresários são suspeitos de lavagem de dinheiro e de facilitar o contrabando e o descaminho de mercadorias, em troca de vantagens financeiras

A Polícia Federal de Guaíra desarticulou, nesta sexta-feira, um grupo composto por policiais federais e empresários suspeitos de facilitar o contrabando e o descaminho de mercadorias na fronteira, em troca de vantagens financeiras de criminosos. Os policiais também são suspeitos de praticar lavagem de dinheiro. Quatro pessoas foram presas – três agentes da PF e um delegado federal.

A operação, batizada de Erupção, cumpriu quatro mandados de prisão preventiva em Guaíra e 16 ordens de busca e apreensão nas cidades de Guaíra, Londrina e Francisco Alves, no Paraná. De acordo com informações da delegacia de Guaíra, os principais materiais apreendidos são armas, munições, dinheiro, cheques e documentos com referência a imóveis.

O levantamento de informações da PF começou há cerca de um ano. De acordo com o delegado da Polícia Federal, José Alberto Iegas, o foco das primeiras prisões foi nos policiais pela possibilidade que os acusados tinham de atrapalhar os trabalhos de investigação. "A suspeita começou com a aparente incompatibilidade entre os bens que tinham e os ganhos como policiais. Mas as investigações continuam, agora mesmo estamos fazendo interrogatórios com os presos", revelou.

As informações preliminares indicam que a lavagem de dinheiro ocorria de diversas maneiras: parte dos investigados aplicava os recursos no mercado imobiliário com a compra de imóveis na região de Guaíra e na construção de empreendimentos. Outra parte investia em franquias no Paraguai.

Os integrantes da quadrilha teriam movimentado cerca de R$ 3 milhões, por meio da aquisição de imóveis em nome de terceiros, contas laranjas, além da montagem de negócios no Paraguai para dificultar a identificação da origem ilícita da verba.

A PF obteve autorização da justiça para bloquear os bem e valores das pessoas jurídicas e físicas ligadas ao grupo.

Os servidores públicos envolvidos vão responder a processo administrativo por lavagem de dinheiro, corrupção, prevaricação, peculato, contrabando e descaminho, concussão e abuso de autoridade.

Os presos vão permanecer sob custódia da Superintendência da Polícia Federal no Paraná, em Curitiba.

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