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Para entender

Quem é a exilada do 8/1 que escreveu uma carta de desabafo ao Brasil?

(Foto: Arquivo pessoal/Fabíola Rocha)

Condenada a 17 anos de prisão pelos atos de 8 de janeiro, a rondoniense Fabíola Rocha, atualmente exilada na Argentina, divulgou uma carta aberta. No texto, ela relata o drama de viver longe dos filhos e a dor de ter perdido o caçula, Guilherme, sem poder retornar ao país para o sepultamento.

Qual é a situação atual de Fabíola Rocha?

Fabíola é uma ex-gerente de mercado de Porto Velho, Rondônia. Após passar sete meses presa na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, ela deixou o Brasil em abril de 2024 para evitar o retorno à prisão, já que possui uma sentença de 17 anos. Atualmente, ela vive exilada na Argentina, onde busca abrigo político.

O que motivou a escrita da carta aberta?

O principal motivo foi o desabafo sobre uma tragédia familiar pessoal: a morte de seu filho caçula, de 17 anos, ocorrida em janeiro de 2026. Impedida de voltar ao Brasil sob risco de prisão imediata, Fabíola teve que acompanhar o luto e o enterro do filho à distância, por meio de videochamadas, o que ela define como uma forma de tortura.

Como ela descreve a experiência do exílio?

Na carta, Fabíola afirma que o exílio não é apenas distância geográfica, mas a dor de aprender a dizer que o filho faleceu em um idioma estrangeiro e viver com o sentimento de 'quase': quase liberdade e quase reencontro. Ela critica duramente o sistema de justiça brasileiro, afirmando que uma pátria que persegue mães age como algoz, e não como protetora.

Qual o contexto político mencionado no texto?

O desabafo ocorre em um momento em que o Congresso Nacional analisa o veto do presidente Lula ao Projeto de Lei da Dosimetria. Este projeto é de grande interesse para os condenados do 8 de janeiro, pois a derrubada do veto poderia abrir caminho para a redução das penas impostas pelo STF, que muitos juristas e políticos consideram desproporcionais.

O que Fabíola espera para o futuro?

Apesar do sofrimento relatado, ela demonstra resistência. Fabíola afirma que, embora o Estado tenha ficado com seus documentos e endereço, não ficou com sua dignidade ou memória. Ela encerra a carta dizendo que pretende voltar ao Brasil futuramente, não para pedir perdão, mas para cobrar o que considera ser uma perseguição injusta contra sua família.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

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