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A primeira etapa da instalação do radar para controle de tráfego aéreo no Aeroporto Governador José Richa, em Londrina, foi concluída no último fim de semana. Com o equipamento, o controle das aeronaves que voam em toda a região Norte e Noroeste do estado ficará mais ágil e mais seguro. Porém, para entrar em funcionamento, a empresa francesa detentora dos direitos do equipamento precisa instalar toda a parte eletrônica do sistema de radar. O prazo é estimado para junho de 2014.

Segundo o superintendente da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) em Londrina, Marcus Vinícius Pio, a instalação do radar é necessária por conta do aumento no número de voos na região. No modelo atual, os controladores de voos trabalham com comunicação via rádio, recebendo e repassando informações sobre posição, velocidade e orientação aos pilotos. "Com o radar vai ser possível ‘ver’ o avião na tela mesmo que ele esteja passando por Paranavaí. Isso dá muito mais precisão e segurança, já que é possível diminuir a distância mínima entre as aeronaves", disse Pio.

A instalação foi autorizada pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea). Com o radar, Londrina passa a contar com uma unidade de Controle de Aproximação (APP). "Essa APP vai ser responsável por 23 aeroportos de toda a região", explicou o superintendente. O controle do espaço aéreo em todo o estado continua sendo responsabilidade do Centro de Controle de Área (ACC) de Curitiba. "É como se fosse um bolo de passas; o ACC de Curitiba é a massa do bolo, e nosso APP é uma das passas", exemplificou Pio.

ILS

Já a instalação do sistema de pousos por instrumentos (ILS, na sigla em inglês), prevista originalmente para 2016, não tem prazo para ser concluída. "A Infraero não tem controle sobre a data. Já ouvi por aí que foi atrasado para 2019, mas só o Decea sabe a data exata", comentou o superintendente da Infraero. Uma reunião marcada para novembro, em Brasília, pode trazer nova luz sobre o assunto.

De acordo com Pio, são três órgãos envolvidos no processo – Prefeitura de Londrina, Infraero e Decea. As datas atuais davam conta de que em 2012 a Prefeitura já teria desapropriado e transferido à União os terrenos no entorno do terminal. Na sequência, caberia à Infraero as obras de ampliação da pista e disponibilização de toda a estrutura para a instalação do ILS.

Para cumprir o cronograma, esta etapa deveria ser cumprida até 2015. Na opinião de Pio, já não será possível. "Acredito que já não dá mais tempo", comentou. A terceira etapa cabe ao Decea e envolve a compra e a instalação do ILS até 2016. "O Decea vem acompanhando essa questão do nosso aeroporto. Algumas questões internas podem estar atrasando essa instalação, mas não tem como especular uma nova data até essa reunião de novembro", avaliou Pio.

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