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A médica Raíssa Soares, em evento de despedida organizado pela Prefeitura de Porto Seguro.
A médica Raíssa Soares, em evento de despedida organizado pela Prefeitura de Porto Seguro.| Foto: Divulgação / Porto Seguro

A médica mineira Raíssa Soares, conhecida defensora do tratamento precoce contra a Covid-19, deixou a secretária de Saúde de Porto Seguro e deve entrar para a política, provavelmente para concorrer para algum cargo nas Eleições de 2022. A exoneração, pedida pela própria médica, foi assinada pelo prefeito Jânio Borges e publicada no Diário Oficial da Bahia na última segunda-feira (1º).

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A médica ficou famosa por defender, logo no início da pandemia, o uso de um coquetel de substâncias para tratar os primeiros sintomas da Covid-19. Ela começou a ficar mais conhecida no ano passado, quando iniciou uma série de vídeos sobre os tratamentos utilizados em Porto Seguro, cidade que não sofreu com o lockdown. Em agosto de 2020, viajou a Brasília com outros médicos que receitavam tratamento precoce, onde foram recebidos pelo presidente Jair Bolsonaro.

Raíssa Soares foi perseguida por defender o tratamento precoce nas redes sociais e por outros meios, como uma ação do Ministério Público da Bahia (MPBA) que exigia a exoneração de Raíssa Soares, além da proibição de distribuição de medicamentos usados no tratamento precoce, como a cloroquina, hidroxicloroquina, nitazoxanida e ivermectina. A ação do MP não prosperou.

Em seu perfil no Instagram, Raíssa agradeceu o tempo na Secretaria e anunciou que volta às atividades na rede pública de saúde. "Vida que segue. Continuo atendendo ao povo e feliz por deixar um legado de trabalho e de realizações e também muito dinheiro na Secretaria de Saúde", afirmou.

Sobre o tratamento precoce, estudos sugerem que esses medicamentos não funcionam, como uma pesquisa do British Medical Journal. Mas também há pesquisas apontando o contrário. Por isso, o Conselho Federal de Medicina (CFM) se negou a proibir o uso desses remédios, defendeu a autonomia dos médicos para prescrevê-los e condenou o uso político do tema. Em março, entidades médicas desaprovaram nota da Associação Médica Brasileira (AMB), que pedia o banimento do tratamento precoce, postura considerada por elas como anticientífica.

Correção

Diferentemente do que foi publicado neste espaço anteriormente, a médica Raíssa Soares não foi exonerada por causa de ação do Ministério Público da Bahia. A exoneração foi requisitada pela própria Raíssa Soares, que deve sair como candidata para algum cargo público nas Eleições de 2022.

Corrigido em 04/11/2021 às 10:47
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