O município de Foz do Iguaçu, localizado na região da Tríplice Fronteira (Brasil, Paraguai e Argentina), no Oeste do Paraná, é a mais nova localidade digital brasileira. A partir desta semana, escolas municipais, postos de saúde, hospitais e unidades administrativas da Prefeitura estarão integrados via rede sem fio de alta velocidade - baseada na tecnologia WiMax - que permite acesso sem fio à internet, serviços de telefonia de voz (IP) e tráfego de dados e imagens. A expectativa é que, até o início de 2008, boa parte dos mais de 300 mil habitantes tenham acesso público e sem fio à internet.

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Nesta primeira fase do projeto, chamado "Cidade Foz Digital", todos os órgãos integrados à Prefeitura, postos avançados e das secretarias da Educação e Saúde, além de 55 escolas e 28 postos e hospitais, estarão interconectadas graças à mesma tecnologia habilitada pela Motorola em 85 países. Na prática serão 38 mil alunos da rede pública de ensino, quatro mil funcionários da prefeitura e mais de 350 mil usuários atendidos anualmente em postos de saúde e hospitais beneficiados pelo acesso à rede de dados e de voz que tem velocidades de tráfego de até 300 megabits por segundo.

Já na segunda fase do projeto, prevista para iniciar até dezembro, o sinal de rede sem fio será fornecido pela Prefeitura para os mais de 300 mil habitantes do município - que, por estar localizado na Tríplice Fronteira, chega a contabilizar uma população total de 450 mil pessoas. A área de cobertura - estruturada a partir de uma série de antenas, como as redes de telefonia celular - é capaz de abranger uma região de até 90 quilômetros.

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- Na segunda fase teremos o cenário ideal, que é quando poderemos liberar o sinal para que as pessoas acessem a rede a partir de notebooks, no meio da rua. Mas a idéia prioritária é abrir e levar o acesso a quem ainda não tem (internet), promovendo a inclusão digital principalmente com quiosques em pontos de ônibus e centros comunitários - explicou Luiz Fernando Kasprik, diretor de operações da empresa Alias e responsável pelo projeto em Foz do Iguaçu.

O executivo explica que ainda não foi definido um modelo para a autorização do acesso dos cidadãos em geral, mas lembra que toda a rede é criptografada com sistemas de segurança. A preocupação se justifica: na segunda fase do projeto também está previsto o uso da rede sem fio para o sistema público de videovigilância e de monitoramento do tráfego - com câmeras espalhadas pelas ruas e avenidas e interconectadas pela rede WiMax.

- A idéia é que possam ser instaladas câmeras em toda a cidade que gerem imagens em tempo real para o monitoramento da segurança e do tráfego em faixa de freqüência de até 5,8 gigahertz.

Segundo Kasprik, o sistema gera uma economia de R$ 1 milhão por ano para a prefeitura - somente se forem considerados os serviços de telefonia fixa.