Domingo, dia 12

No domingo, Renata andou pouco de bicicleta. Como era o primeiro dia, não quis arriscar. Ela saiu de casa, no Água Verde, e foi até o mercado, localizado perto da casa. Nos poucos metros em que pedalou, já reparou em alguns pontos positivos: chegou mais rápido que a pé e precisou dar menos voltas do que de carro. Renata também percebeu dois pontos negativos: as calçadas, em péssimo estado de conservação, e a falta de bicicletário no mercado.

Segunda-feira, dia 13

O dia, segundo a psicóloga, foi péssimo. Metade do percurso de quatro quilômetros entre a casa dela e o trabalho, no Centro Cívico, não tinha ciclovia. Como Renata não conhecia os melhores caminhos para ir pedalando, optou pelas canaletas. Para ela, a experiência foi assustadora, já que não sabia de qual lado deveria andar. No trabalho, mais uma notícia ruim, não tinha onde deixar a bicicleta. À noite, ela foi para a pós-graduação, no Centro. Segundo ela, foi tranquilo, já que a faculdade tinha estacionamento gratuito. O problema foi a volta, ela ficou com medo de ser assaltada.

Terça-feira, dia 14

No terceiro dia de desafio, a situação melhorou. Ela pedalou com mais confiança e traçou caminhos diferentes. Chegou mais rápido que o normal no trabalho, já que não pegou engarrafamentos. Os pontos negativos do dia foram a falta de respeito dos motoristas, as subidas íngremes, a falta de ciclovias e a falta de bicicletários.

Quarta-feira, dia 15

Não usou a bicicleta, pois precisou carregar muitos materiais, sacolas e caixas.

Quinta-feira, dia 16

Mais confiante e conhecendo melhor o percurso, o quarto dia de desafio foi tranquilo. Renata já sabia como se posicionar no trânsito e fez o caminho entre sua casa e o trabalho em 20 minutos, o mesmo tempo que levaria de carro. Os pontos negativos foram os mesmos dos dias anteriores, porém, com um agravante: o frio. Segundo Renata, o vento gelado deixa a pedalada desagradável.

Sexta-feira, dia 17

Na opinião da desafiante, o último dia de desafio foi ótimo. O tempo estava bom, e o fato de ter se ajustado ao trânsito e estar mais preparada ajudou bastante. A psicóloga pensou que fosse encontrar mais ciclistas pedalando pelas ruas, o que não aconteceu. Ela acabou se frustrando um pouco.

Conclusão

Há dois meses, Renata pensa em comprar uma bicicleta para ir trabalhar, mas a preguiça sempre adiou o plano. Quando ficou sabendo do desafio da Gazeta do Povo, a psicóloga não pensou duas vezes, pegou uma bicicleta emprestada e foi logo realizar o desejo. No fim do primeiro dia, ela confessa, ficou arrependida. Com tantos problemas, ela pensou em desistir de comprar uma magrela. Entretanto, com o passar dos dias, as habilidades e a resistência melhoraram. Mesmo sendo apenas uma semana, diz Renata, a diferença entre o primeiro e o último dia foi realmente evidente. "Pretendo usar bicicleta ao menos três vezes por semana, mas confesso que ainda não vejo a possibilidade de trocar o carro completamente, mesmo para curtos percursos", diz.

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