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Curitiba

Saiba como a polícia tenta combater o tráfico de drogas no Centro de Curitiba

Confira a entrevista com delegada-adjunta da Divisão Estadual de Narcóticos (Denarc) Camila Cecconello, responsável pela operação que terminou com a prisão de suspeitos pelo comércio de entorpecentes no Centro nesta semana

  • PorEriksson Denk, especial para Gazeta do Povo
  • 16/12/2016 16:27
Camila Cecconello, delegada da Denarc | Hugo Harada/Gazeta do Povo
Camila Cecconello, delegada da Denarc| Foto: Hugo Harada/Gazeta do Povo

Os recentes episódios na Rua São Francisco, no Centro de Curitiba – em que o dono de um restaurante foi ameaçado por traficantes e deixou o país - trouxeram à tona mais uma vez a discussão sobre o combate à venda e ao consumo de drogas nessa região da capital. A reportagem da Gazeta do Povo conversou com a delegada-adjunta da Divisão Estadual de Narcóticos (Denarc) Camila Cecconello, responsável pela operação que terminou com a prisão de suspeitos pelo comércio de entorpecentes no Centro nesta semana, para saber como a polícia atua na região.

A Rua São Francisco é foco de atenção da força policial?

Toda a região central. A investigação é ampla, porque a atuação acontece em várias ruas. São investigações constantes, que duraram de 30 a 40 dias. Nosso trabalho é de inteligência. Nós filmamos a atuação por 30 dias, filmamos o dia inteiro. Quando a PM passa, os traficantes estão sem droga. Mas flagramos eles vendendo. Nós abordamos eles, recolhemos o que está no chão, juntamos todas as filmagens e mandamos para o Judiciário. A São Francisco é um dos quatro principais focos de atuação da Polícia Civil.

Como opera o tráfico na região?

Os traficantes maiores largam na região central, de três a quatro vezes por dia, pequenas porções [de drogas]. Os que vendem, traficantes menores, deixam escondido no chão, em arbustos. Cada vez que passa um comprador, eles ajuntam e entregam. A grande dificuldade é porque a PM passa e aborda, justamente no momento de entrega para o usuário. Mas são pequenas quantidades. No dia seguinte, o juiz solta na audiência de custódia. São vários vendedores por rua. Os que chefiam o tráfico não moram na região central. Eles têm funcionários que guardam as drogas, que diariamente vão ao Centro com pequenas porções e vendem nas ruas. Devem ser cinco ou seis cabeças que controlam todo o tráfico, mas cada um deles possui uma rede. Às vezes, eles vendem os pontos e o tráfico segue de pé.

O tráfico no Centro é maior do que nos bairros?

Não que não tenha tráfico nos outros bairros, mas nos centros há mais ruas e mais movimentação. A concentração de gente ajuda a camuflar, gera grande dificuldade para a força policial. Quando passa uma viatura, a droga é jogada no chão, no meio de outras pessoas, os vendedores somem. Por exemplo, há 40 dias realizamos uma operação no Centro. Apenas na São Francisco 12 pessoas foram detidas. Foram 25 no total em três ruas. Fizemos a operação baseada em um trabalho de inteligência. Essa é uma forma de chegar aos traficantes maiores. Nesta quarta-feira (14) abordamos um traficante no Centro com 12 quilos de crack, escondidos em um hotel.

A Polícia Civil recebe muitas denúncias?

Sim. A população passa algumas denúncias, geralmente por telefone. Durante as investigações nós também colhemos informações deles. Colhemos as denúncias de forma velada e realizamos a abordagem depois de diversos dias justamente para não criar esse vínculo entre denúncia e atuação. Também colhemos elementos nas ruas, com policiais descaracterizados. Não tem como associar.

Há casos de compadrio entre empresários do Centro e traficantes?

Entre alguns, sim. Não podemos generalizar, mas sim. Conseguimos perceber tanto nos hotéis como no comércio. Há conivência em alguns lugares, em alguns não. Tem hotéis em que praticamente todos os quartos são ocupados por quem vende droga. Mas também a gente vê casos de donos que nos procurarem desesperados.

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