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Violência no Rio

Secretário diz que vai apurar denúncias

Acusações sobre desvio de armas e drogas e corrupção recaem sobre as forças policiais que estão no Complexo do Alemão

  • PorAgência Estado e Folhapress
  • 01/12/2010 21:02
Uma casamata construída pelos traficantes da Vila Cruzeiro, na Penha, foi explodida ontem pela polícia: local era ponto de observação dos criminosos | Antonio Scorza / AFP
Uma casamata construída pelos traficantes da Vila Cruzeiro, na Penha, foi explodida ontem pela polícia: local era ponto de observação dos criminosos| Foto: Antonio Scorza / AFP

Balanço

Explosão, bazuca e apreensões

Da Redação, com agências

Policiais do Bope explodiram ontem uma casamata construída pelos traficantes da Vila Cruzeiro, na Penha (zona norte do Rio). O local, descoberto durante a ocupação da comunidade na semana passada, servia como ponto de observação dos criminosos. Os muros tinham aberturas circulares, onde os traficantes colocavam os fuzis para atirar nos policiais, com uma visão ampla dos principais acessos ao morro.

As equipes das polícias Civil e Militar continuaram ontem com as apreensões de drogas nos morros que integram o Complexo do Alemão, a maioria por meio de denúncias dos moradores da região.

No lugar conhecido como Coqueiral, na parte alta do morro do Alemão, os policiais militares encontraram um lança-rojão (bazuca), usado para destruir carros blindados. A arma estava dentro de uma casa e embrulhada em um saco plástico.

A arma é um lança-rojões de 1,70m e, segundo policiais, seria capaz de parar carros blindados, mesmo os da Marinha que foram utilizados na ocupação da Vila Cruzeiro, na última quinta-feira. Mas a bazuca não foi utilizada.

Em visita ontem ao complexo de favelas do Alemão, no Rio de Ja­­neiro, o secretário de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame, disse que as denúncias de excessos de policiais e as suspeitas de desvios de armas, dinheiro e drogas apreendidos serão apuradas "caso a caso’’. A cúpula da Segurança do Rio investiga o envolvimento de policiais militares e civis em desvios dentro do complexo e, também, na facilitação de fugas de traficantes durante a ocupação."Houve acusação, vamos levantar, vamos punir, mas não podemos parar. É determinante que se avance para consolidar essa ocupação’’, afirmou o secretário de Segu­rança. Para Beltrame, "é temerário acusar sem provas’’. "A suposição atrapalha a todos nós. As denúncias existem de toda ordem. Na medida em que tivermos o saldo de todas as ocorrências registradas, vamos analisar caso a caso.’’

Com uma equipe de 19 policiais no Alemão, a Corregedoria Geral Unificada (CGU), da Secre­taria de Segurança, apura "informes de desvio de dinheiro, armas, ouro [possivelmente joias] e drogas do tráfico’’, disse o corregedor Giuseppe Vitagliano. A CGU investiga também se policiais, atrás de dinheiro e joias, agrediram moradores que supostamente teriam ligação com traficantes e guardariam bens do tráfico.

Conforme a reportagem apurou, o governo do Rio considera dignas as suspeitas de que policiais corruptos possam ter facilitado a fuga de criminosos do Alemão. Não quer, no entanto, que a investigação sobre o caso ganhe muita visibilidade para não ofuscar a visão que predominou até aqui na mídia e na sociedade de que a operação foi um sucesso. O objetivo do governo fluminense é manter as apurações sob sigilo a fim de que sejam divulgadas apenas suas conclusões finais.

Ontem, o Exército reforçou os bloqueios nas ruas que dão acesso à favela depois que suspeitos armados teriam sido vistos na região. Barricadas com sacos de terra e areia foram montadas nas ruas Canitar, Dona Emília, Relicário e Lume das Estrelas. Os soldados permanecem entrincheirados durante a noite para evitar as balas. As revistas, que vinham se tornando mais rápidas, voltaram a ficar rigorosas.

Drogas

Na tarde de ontem, 43 toneladas de drogas apreendidas desde o início das operações policiais no complexo começaram a ser incineradas na Companhia Siderúrgica Nacional, em Volta Redonda. A droga foi levada em quatro caminhões e acompanhada por policiais civis e federais. A queima do material deve durar cerca de 24 horas.

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