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Trabalhadores das unidades paranaenses de internação de adolescentes em conflito com a lei, conhecidos como Centros de Socioeducação (Censes), prometem uma mobilização para a próxima quarta-feira (26).

Segundo o Sindicato dos Servidores da Socioeducação do estado (Sindsec), os atos acontecem entre 8 horas e meio-dia em todos os 19 centros do estado. No interior, os manifestantes deverão se concentrar em frente às unidades. Já funcionários dos Censes de Curitiba e região metropolitana devem dirigir-se ao Palácio das Araucárias, onde fica a Secretaria da Família e Desenvolvimento Social, órgão responsável pela administração dos centros.

De acordo com Dirceu de Paula Soares, os trabalhadores levarão para frente do Palácio faixas com as reivindicações da categoria. Um caminhão de som também será usado. Eles irão tentar uma reunião com a secretária da pasta, Fernanda Richa.

Entre as exigências da categoria está o aumento da Gratificação de Atividade (Gadi) para R$ 3.143,00 – que implica em um reajuste de aproximadamente 57% na gratificação paga hoje em início de carreira. Os trabalhadores também pedem a proposta de um plano de carreira e a realização de um concurso público para a contratação de pessoal, assim como o pagamento de uma das parcelas do reajuste da Gadi prometido após uma greve de 2012. O Sindicato explicou que este reajuste, de 15%, seria pago em três parcelas, que seria julho de 2012, fevereiro e julho de 2013. Esta última parcela não foi paga.

"Também queremos melhorias para os profissionais. Hoje temos dupla função, que é a educação e segurança. Ao mesmo tempo em que criamos laços com um menor durante atividades educativas, temos que algemá-lo para realizar condução coercitiva. Precisamos regulamentar isso, e também cobrar que o governo se adapte ao plano nacional da socioeducação", explicou Soares.

O plano ao qual se refere o presidente diz respeito Plano Nacional de Atendimento Socioeducativo 2014- 2023, publicado em novembro do ano passado pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. O projeto prevê ações articuladas nas áreas de educação, saúde, assistência social, cultura, capacitação para o trabalho e esporte para os adolescentes que se encontram em cumprimento de medidas socioeducativas. Para dar corpo à proposta, cada estado deve elaborar e apresentar seus planos – que contemplarão um período de dez anos – ao governo federal até novembro deste ano.

Outro lado

Por volta das 17h15, a reportagem entrou em contato com a Secretaria da Família e Desenvolvimento Social para saber o que o órgão tem a dizer a respeito das reivindicações. Até as 17h55, a pasta ainda não havia retornado.

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