
Sete homens que estavam presos em uma pequena cela da Delegacia de Vigilâncias e Capturas (DVC) - projetada para abrigar apenas uma pessoa - foram transferidos para o sistema prisional. A informação foi repassada pela Polícia Civil na manhã desta terça-feira (6). A cela em que os sete presos estavam tinha dois metros quadrados, sem espaço para que os detentos pudessem se acomodar.
Por meio de sua assessoria de imprensa, a Polícia Civil afirmou que os sete homens foram retirados da DVC, no bairro Tarumã na noite de segunda-feira (5) e que pernoitaram em celas da Delegacia de Furtos e Roubos. Na manhã desta terça-feira, os presos foram transferidos à Casa de Custódia, em Piraquara, na região metropolitana de Curitiba.
Na segunda-feira, a Comissão de Direitos Humanos da subseção paranaense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PR) informou que não há cama ou banheiro na cela da DVC onde os presos estavam. Os sete homens presos não tomavam banho havia quatro dias e usavam um galão de plástico para urinar. Para dormir, eles se revezavam e se deitavam em pedaços de papelão.
O trabalho da DVC é investigar o desaparecimento de pessoas, função que, segundo o delegado Roberto Fernandes, fica comprometida porque os investigadores precisam cuidar dos presos. "É uma condição absurda. Vai contra todos os direitos humanos", disse a vice-presidente da Comissão dos Direitos Humanos da OAB, Isabel Kügler Mendes. A DVC ainda recebe pessoas que foram presas pelas Polícias Militar, Rodoviária e Federal e Guarda Municipal.
Mulheres serão transferidas
Por meio de nota, a Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp) informou que as 67 presas que estão no 9º DP de Curitiba, no bairro Santa Quitéria, começarão a ser transferidas a partir desta terça-feira. Outras 82 mulheres que estão detidas no Centro de Triagem 1, da Polícia Civil, também serão removidas ao complexo penal de Piraquara, na região metropolitana de Curitiba.



