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Tratamento

Silencioso, aneurisma de aorta abdominal mata em 90% dos casos

Dilatação da principal artéria do corpo humano é silenciosa e sem sintomas

  • PorAnna Paula Franco
  • 15/07/2009 21:11
“Disso [aneurisma de aorta abdominal] eu não morro mais.” Osvaldo Caldarte, 80 anos, primeiro paciente da técnica de endoprótese do Sul do país | Fotos: Aniele Nascimento/Gazeta do Povo
“Disso [aneurisma de aorta abdominal] eu não morro mais.” Osvaldo Caldarte, 80 anos, primeiro paciente da técnica de endoprótese do Sul do país| Foto: Fotos: Aniele Nascimento/Gazeta do Povo

Cirurgia endovascular garante sobrevida

O tratamento cirúrgico clássico do aneurisma de aorta abdominal é feito com a substituição da porção dilatada da aorta por uma prótese de poliéster, semelhante a um conduíte de fiação telefônica, que substitui o vaso sanguíneo e faz a ligação entre as artérias renais e as ilíacas. Além de invasiva, a cirurgia exige mais tempo de internação hospitalar e uma reabilitação mais demorada. O risco de complicações durante o período intra e pós-operatório, até 30 dias depois da cirurgia, também é alto. Chega a 10% em pacientes de risco.

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  • Saiba mais sobre o aneurisma de aorta abdominal

O aneurisma de aorta abdominal (AAA) é uma doença degenerativa de extremos. O paciente corre o risco iminente de morte, se não tiver o problema diagnosticado a tempo. Ou fica curado, quando consegue monitorar a evolução e tem o tratamento adequado. O AAA é caracterizado pela dilatação da artéria aorta, a maior do corpo humano. O calibre normal é de 2 centímetros de diâmetro. A partir dos 3 centímetros, a dilatação já é considerada um aneurisma.

A incidência é maior em pessoas com mais de 60 anos. A média é de 6%, contra 4% na população em geral. Mas a maior parte dos pacientes só descobre o problema quando é tarde demais. "Metade dos pacientes de AAA morre de hemorragia interna, com a ruptura da artéria, em casa. Dos que conseguem atendimento médico, parte morre a caminho do hospital, na mesa de cirurgia ou no pós-operatório. Só 10% sobrevivem", explica o médico Célio Teixeira Mendonça, professor titular de cirurgia vascular da Universidade Positivo. Em 20 anos de profissão, o radiologista intervencionista Alexander Corvello, do Hospital Santa Cruz, só viu um paciente ser salvo com aneurisma roto. "Isso porque o sujeito estava dentro do hospital e a intervenção foi imediata", conta.

Apesar da alta mortalidade, o AAA pode ser diagnosticado a tempo de um controle definitivo. Em geral, o problema é descoberto durante exames de rotina ou investigação de outras doenças. Isso porque o AAA não provoca nenhum sintoma. No máximo, um desconforto abdominal, ainda assim quando o sujeito é muito magro.

A hereditariedade é um dos fatores de risco para desenvolver a doença. A incidência é de 20% em pessoas que têm parentes de primeiro grau com o diagnóstico. "A parede arterial é basicamente formada por colágeno e elastina, duas proteínas que, dependendo da herança genética, podem ser degradadas com mais ou menos intensidade por enzimas do organismo, enfraquecendo a parede da aorta e propiciando o surgimento do aneurisma", explica Mendonça.

A hipertensão arterial, o tabagismo e a arteriosclerose também contribuem para a dilação do calibre da aorta. As placas de gordura se infiltram na parede do vaso sanguíneo, forçando a ruptura. "São casos mais raros, de aneurisma de aorta abdominal com dissecção", observa o médico Alexander Corvello. O controle da alimentação, o combate ao sedentarismo e à obesidade contribuem para reduzir a chance de formação de aneurisma, mas não há prevenção. "Quem tem mais de 60 anos deve fazer os exames clínicos e ecográficos a cada ano, e controlar a pressão arterial. Para quem tem histórico familiar de AAA, as investigações devem começar a partir dos 40 anos", indica Mendonça.

Entre 3 e 4,5 centímetros de dilatação, o AAA tem tratamento clínico, justamente com o controle dos fatores de risco. Monitoramento de pressão arterial, alimentação saudável e a realização periódica de exames de imagem são fundamentais para acompanhar a evolução do aneurisma. Há especialistas que indicam a cirurgia a partir dos 4,5 a 5 centímetros de diâmetro. Na opinião do médico Célio Mendonça, o tratamento cirúrgico deve ser feito a partir de 5,5 centímetros. Abaixo desse calibre, o risco de ruptura é menor do que a mortalidade da operação, que gira em torno de 5% a 10%. "Quando o aneurisma atinge o diâmetro de 5,5 cm, há uma inversão. O risco de rotura – 15% – passa a ser maior que o risco de morte durante o procedimento cirúrgico", observa Mendonça.

O aposentado João Olivo Cavalari, de 74 anos, descobriu que tinha um AAA durante a bateria de exames que precisou fazer depois de um enfarte, há seis anos. Além do problema cardíaco, o cigarro o colocava no grupo onde a indicação de uma cirurgia aberta para correção de aneurisma era um risco de morte. "Pacientes em idade avançada ou com problemas cardíacos, pulmonares e renais dificilmente suportam uma intervenção tão agressiva como a cirurgia aberta de grande porte", explica Mendonça.

Cavalari foi submetido à técnica endovascular e ficou surpreso com a rapidez da recuperação. "Não senti nada depois da cirurgia. Até brinquei com a equipe médica, dizendo que eles não tinham me operado. Estou curado", diz.

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