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O Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal informou ontem que vai abrir uma sindicância para investigar a morte de 13 pacientes que ocuparam um mesmo leito da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Regional de Santa Maria. As mortes ocorreram desde janeiro, segundo documentos e funcionários do hospital.

A razão teria sido a troca no tubo de oxigênio pelo de ar comprimido. Segundo relatório do próprio hospital, um dos documentos afirma que "a tubulação do leito 19 foi invertida". A UTI onde as mortes ocorreram foi construída durante uma ampliação feita no hospital, em julho de 2011.

Os nomes dos 13 pacientes que morreram, segundo enfermeiros, está em um outro documento, no qual um diretor da unidade pedia o levantamento da causa das mortes

Em janeiro, a equipe técnica da UTI enviou uma carta à direção do hospital informando sobre a troca dos tubos. Naquele momento, a equipe identificou cinco mortes.

"Diante desta situação relatada fomos investigar as mortes ocorridas e temos a certeza de que as cinco mortes no leito 19 se deram por tal situação", dizia o documento. Desde essa data, mais oito pacientes teriam morrido pela mesma causa.

Segundo o documento, a Secretaria da Saúde não executou "quaisquer serviços de ampliação e/ou manutenção nessas instalações" e a obra ficou a cargo de uma empresa privada.

Diretor do hospital, Ivan Rodrigues chegou a levar a informação à secretaria, mas segundo ele nada foi feito. "A causa das mortes foi a troca das tubulações", afirmou. Rodrigues é alvo de processo administrativo e, diz a pasta, foi exonerado do cargo ontem.

A pasta afirmou que vários pacientes internados no leito não tiveram problemas. A pasta disse ter conhecimento de cinco mortes, nenhuma delas devido aos tubos.

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