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A Polícia Civil encaminhou ontem à Justiça pedido para que o garoto suspeito de ter atirado acidentalmente contra o estudante Miguel Cestari Ricci dos Santos, de 9 anos, seja ouvido por um psicólogo forense. O estudante morreu na última quarta, após ser baleado na barriga na Escola Adventista de Embu, na Grande São Paulo. A vítima foi levada por funcionários da própria escola a um hospital distante 25 quilômetros, o que gerou crítica da família, pois havia um mais próximo, a 6 quilômetros do local do acidente.

Se o juiz da Vara da Infância e Juventude de Embu acatar o pedido, a criança suspeita do disparo prestará um depoimento formal, sem a presença dos pais, no qual será perguntado o que ela viu no dia da morte de Miguel. Os pais tentam evitar que o menino seja obrigado a depor.

A polícia quer saber se o suspeito já teve contato com armas. Para isso, o psicólogo poderá fazer com que ele use desenhos para se expressar. Os investigadores também aguardam que o Instituto de Cri­mi­nalística envie o laudo que analisou as roupas e a mochila do garoto investigado por ter atirado.

A suspeita é de que o material tenha sido lavado antes de ser analisado pelos peritos com o objetivo de esconder possíveis provas, como manchas de sangue ou vestígios de pólvora. A expectativa da polícia era de que o laudo fosse entregue até o fim da tarde de ontem, o que acabou não acontecendo.

Novo incidente

Em Fortaleza, uma adolescente de 14 anos foi acidentalmente baleada na tarde de ontem no pátio da Escola Municipal de Ensino Infantil e Fundamental Catarina Lima, no bairro Bom Jardim. De acordo com a Se­­cretaria Municipal da Educação, o tiro foi acidental, disparado pelo amigo da adolescente durante o recreio enquanto ele mostrava a arma que estava dentro da mochila. Encaminhada a um hospital público da região, a menina, atingida de raspão no braço, foi medicada e liberada.

O amigo da vítima, de 15 anos, foi levado à Delegacia da Criança e Adolescente, onde prestou depoimento. Os pais dele foram chamados para depor. Em seguida, foram liberados e levaram o filho para casa. Ainda não se sabe como ele teve acesso à arma. O Conselho Tu­­telar vai acompanhar o caso.

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