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Evento sobre sustentabilidade em Curitiba:  crescimento exige novas soluções | Daniel Derevecki/Gazeta do Povo
Evento sobre sustentabilidade em Curitiba: crescimento exige novas soluções| Foto: Daniel Derevecki/Gazeta do Povo

A Linha Verde será um dos grandes definidores da sustentabilidade em Curitiba nos próximos anos. O número de habitantes da cidade duplicará em duas décadas e a obra pode trazer benefícios ou mais problemas. O resultado depende do que está sendo discutido sobre a via agora. A opinião de especialistas é de que a região precisa de um novo uso. É necessário incentivar ações sustentáveis, como construções limpas e uso do transporte coletivo, para garantir a qualidade de vida dos curitibanos. Caso contrário, a nova via continuará dividindo a cidade. A discussão sobre a sustentabilidade em Curitiba ocorreu ontem em um simpósio internacional organizado pela Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura (Asbea).

A criação de um parque linear, por exemplo, é apontada como uma solução para unir os dois lados de Curitiba atualmente cortados pela Linha Verde, porque seria um espaço de integração para todos os cidadãos. Especialistas afirmam que a obra tem um grande potencial sustentável, mas precisa ser aproveitado. Um exemplo é o incentivo ao transporte coletivo para não piorar o trânsito na região. Para o coordenador do curso de Arquitetura da Universidade Positivo, Orlando Ribeiro, a incorporação da Linha Verde à cidade é um grande desafio. "Há uma série de áreas fragilizadas na região que, mesmo sem ocupação por empreendimentos, precisam de um investimento. É necessário um novo uso para esse espaço da cidade, mas isso ainda não está bem definido".

Para o presidente da Asbea Paraná, Gustavo Pinto, o desafio de Curitiba está em interligar os projetos sustentáveis da cidade, já que Curitiba atualmente possui uma infraestrutura sustentável satisfatória. "O grande desafio para a cidade é conseguir interligar todas as áreas. Quando conseguirmos um transporte público eficiente para toda a cidade, como estações intermodais onde o cidadão possa deixar o carro e pegar um ônibus ou um metrô, teremos mais qualidade de vida".

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