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Os dez traficantes suspeitos de comandar a guerra de facções em favelas no Rio de Janeiro chegaram à penitenciária federal de Campo Grande por volta das 14h30 deste sábado (24), segundo informações do diretor do Sistema Penitenciário Federal, Wilson Damásio. Eles ficarão isolados por 20 dias.

A transferência foi autorizada após pedido da Secretaria estadual de Segurança Pública do Rio ao Tribunal de Justiça e ao Ministério Público.

Damásio disse que a penitenciária está "à disposição" do governo do Rio de Janeiro para receber mais detentos, se for necessário. "O Beltrame (secretário de Segurança Pública do estado do Rio de Janeiro) já sabe. Estamos à disposição dele. Temos 37 presos do Rio [na penitenciária de Campo Grande], mas podemos ampliar esse número", afirmou.

As invasões de favelas provocaram guerra entre facções e confrontos com a polícia na última semana. Balanço da Polícia Militar aponta que 39 pessoas foram mortas em confrontos e outras 58 foram presas desde sábado (17), em operações para capturar criminosos envolvidos na invasão ao Morro dos Macacos.

Os presos foram levados em um avião da Polícia Federal que partiu por volta das 11h da base aérea do Galeão, no subúrbio do Rio. O avião pousou em Campo Grande por volta das 13h30 (horário de Brasília). De lá, os traficantes foram levados em comboios ao presídio, que fica a cerca de 12 quilômetros da capital de Mato Grosso do Sul. Damásio explicou que, de acordo com a legislação, as penitenciárias federais podem abrigar presos por até um ano. No entanto, segundo ele, esse prazo pode ser estendido.

"As penitenciárias federais foram construídas para socorrer os estados quando estão em crise. Não é um local para um preso cumprir 10, 15 anos de pena. (...) [mas] se houver necessidade, o prazo pode ser prorrogado indefinidamente, que é o caso do Fernandinho Beira-Mar", afirma o diretor.

Governador reforça política de segurança

Na manhã deste sábado, o governador Sérgio Cabral reforçou a política de segurança que está sendo feita no Rio de Janeiro.

"A criminalidade tem que saber que nós estamos atuando e não tem trégua do nosso lado. Isso que é importante. Não tem acordo, não tem trégua, não tem mudança de rumo. O embarque desses presos hoje para Catanduvas, o presídio de segurança máxima, é mais uma demonstração dessa nossa política. O ministro Tarso Genro, inclusive, estará na próxima terça-feira, no Rio de Janeiro, às 10h, junto com o diretor da Polícia Federal, para traçarmos e aprimorarmos essa parceria", afirma Cabral.

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