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 | Diego Pisante / Gazeta do Povo
| Foto: Diego Pisante / Gazeta do Povo

A partir desta terça-feira (12), professores, servidores técnico-administrativos e demais vinculados à Universidade Federal do Paraná (UFPR) – que inclui terceirizados e trabalhadores via Funpar – pagarão R$ 6 por cada almoço e jantar no Restaurante Universitário (RU). Até então, o bilhete de acesso ao restaurante era de R$ 1,90 para os técnicos e R$ 2,40 para docentes e demais servidores. O aumento não afeta a classe estudantil, que continuará a pagar R$ 1,30.

O café da manhã para estes servidores também muda: aumenta de R$ 1 para R$ 3,50.

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A tabela de valores do RU da UFPR estava congelada desde agosto de 1999, informou o reitor o reitor Zaki Akel Sobrinho. Ele convocou uma coletiva de imprensa para anunciar a mudança nos preços e também para falar sobre o novo sistema de controle de frequência dos técnicos-administrativos da universidade, que passar a valer a partir do dia 1º. de março.

De acordo com o reitor, além do longo tempo de congelamento do preço, também pesaram na decisão do reajuste a inflação entre 1999 e 2015 – que ficou em torno 250% - e o questionamento de órgãos de controle, que teriam acusado a universidade de pagar um subsídio duplo aos beneficiados pelo RU (exceto alunos).

“Todos os servidores, tanto da universidade quanto os terceirizados, recebem vale-alimentação. E aí, eles se alimentavam, muitas vezes, no restaurante universitário com outro subsídio, pelo valor muito baixo na refeição. Isso absorvia um valor significativo de recursos públicos”, explicou Akel. Segundo ele, a economia da universidade com esta nova medida será de R$ 2,5 milhões por ano.

Para os estudantes, o reitor disse que, “neste primeiro momento”, o preço das refeições não sobe porque a manutenção do valor foi uma das exigências deles durante greve no ano passado. Fora isso, o acesso dos alunos ao restaurante universitário recebe subsídio extra do Plano Nacional de Assistência Estudantil (Pnaes), voltado para apoiar a permanência nas universidades.

“Quero deixar claro que, apesar de ser, digamos assim, uma medida antipática, ela é uma necessidade por respeito à coisa pública e por ética e eficiência na gestão pública da nossa universidade”, declarou o reitor.

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