i

O Sua Leitura indica o quanto você está informado sobre um determinado assunto de acordo com a profundidade e contextualização dos conteúdos que você lê. Nosso time de editores credita 20, 40, 60, 80 ou 100 pontos a cada conteúdo – aqueles que mais ajudam na compreensão do momento do país recebem mais pontos. Ao longo do tempo, essa pontuação vai sendo reduzida, já que conteúdos mais novos tendem a ser também mais relevantes na compreensão do noticiário. Assim, a sua pontuação nesse sistema é dinâmica: aumenta quando você lê e diminui quando você deixa de se informar. Neste momento a pontuação está sendo feita somente em conteúdos relacionados ao governo federal.

Fechar
A matéria que você está lendo agora+0
Informação faz parte do exercício da cidadania. Aqui você vê quanto está bem informado sobre o que acontece no governo federal.
Que tal saber mais sobre esse assunto?
Temporal

Um mês para retirar a lama

Sengés, município mais atingido pelas chuvas, ainda sofre com o acesso precário e a sujeira deixada pela enchente

  • PorMaria Gizele da Silva, da sucursal de Ponta Grossa
  • 06/02/2010 21:10
Veja onde fica Sengés e outras informações da cidade |
Veja onde fica Sengés e outras informações da cidade| Foto:

Um ano depois

SC ainda tenta se reerguer

Mais de um ano depois, a pior tragédia natural dos últimos 34 anos que devastou municípios catarinenses, deixando 135 mortos e 32 mil desabrigados, ainda não foi esquecida pelos moradores do estado.

O município de Ilhota, onde 40 pessoas morreram pelo desmoronamento do Morro do Baú em novembro de 2008, foi visitado na sexta-feira pelo major Márcio Luiz Alves, coordenador da Defesa Civil de Santa Catarina. Segundo ele, os moradores ainda tentam recuperar os danos.

Ele lembra que os prejuízos não aparecem apenas um dia após o temporal, mas se arrastam por pelo menos dez anos. "A qualidade de vida de um município atingido por um desastre natural não volta", afirma. Para se reerguer, muitos recorrem aos donativos. "Você perde a dignidade porque tem que depender do que os outros irão te dar."

  • Ponte sobre o Rio Jaguaricatu: cratera deixada pela força da água
  • Obras na rodovia que liga Sengés a Jaguariaíva, que ficou interditada por causa da chuva, já estão em andamento
  • Funcionários da prefeitura retiram a lama deixada pela enchente no centro de Sengés
  • Operários trabalham em uma das duas pontes que ligam os dois lados do município
  • José Correia contabiliza os estragos: quintal de casa coberto de entulhos e troncos de árvores

Sengés - Moradores de Sengés, Norte Pioneiro, ainda terão de conviver, por pelo menos um mês, com a lama deixada pela enchente que devastou a cidade. Este é o tempo estimado pela prefeitura para a limpeza do centro do município, o mais afetado pelas fortes chuvas que atingiram o Paraná no último fim de semana. O trabalho de reconstrução já começou, mas, uma semana depois, o acesso à cidade continua precário e quase mil pessoas ainda não puderam voltar para casa.

A combinação chuva torrencial e ocupação irregular das margens do Rio Jaguaricatu foi fulminante para o desastre do fim de semana passado, que matou cinco pessoas. Ainda não é possível colocar no pa­­­pel o tamanho do saldo da tragédia, mas já se sabe que a enchente abalou a frágil economia do município de pouco mais de 20 mil habitantes, na divisa com o estado de São Pau­­­­lo.

Embora não tenha estação em Sengés, o Simepar calcula que choveu 700 milímetros em três dias, volume quase quatro vezes maior que a média histórica de chuvas para o mês de janeiro na região.

A cidade, que vai completar 76 anos no próximo dia 1.º, cresceu abraçada ao rio, que lembra o formato da letra "U" na área urbana. As margens foram devastadas para a construção de imóveis. Os relatos de cheias são comuns entre os sengeanos, mas a do entardecer do último dia 29 foi a pior da história.

A prefeitura calcula que o rio subiu quase nove metros. A água excedente veio acompanhada de uma forte correnteza e muitos entulhos. O quintal do mecânico José Correia do Espírito Santo, 64 anos, ainda guarda as marcas do temporal. Há toras de madeira, colchões e até assoalhos de casas. Ele viu tudo da janela da cozinha, que fica no piso superior. "Minha esposa está com a perna quebrada e eu não conseguiria descer com ela as escadas. Eu, minha esposa e minhas filhas gêmeas, que já estão moças, continuamos em casa. Se tivéssemos que morrer, morreríamos todos juntos", afirma.

Comerciantes do centro só puderam conferir os estragos da chuva na manhã de domingo. Encon­traram 50 centímetros de lama e telhados e paredes ao chão. Uma loja de móveis e eletrodomésticos perdeu praticamente tudo do inventário, que era de R$ 314 mil. As indústrias de papel e celulose e beneficiamento de madeira reduziram a produção porque a matéria-prima não pôde entrar na cidade, que ficou ilhada pelo desabamento das pistas em direção a Jaguariaíva (PR-151) e Itararé – SP (PR-239). O desvio na PR-151 ficou pronto na sexta-feira, porém é exclusivo para veículos leves.

A limpeza do centro ainda deve consumir um mês de trabalho da prefeitura, segundo o prefeito Walter Juliano Dória (PMDB). Na zona rural, dez pontes caíram.

* * * * * * * *

Serviço

As prefeituras de Tomazina e Sengés abriram contas bancárias no Banco do Brasil para receber doações. A aplicação será fiscalizada pelo Ministério Público. Sengés – agência 2677-8, conta corrente 15.085-1. Tomazina – agência 4786-4, conta corrente 10.000-5.

Deixe sua opinião
Use este espaço apenas para a comunicação de erros
Máximo de 700 caracteres [0]

Receba Nossas Notícias

Receba nossas newsletters

Ao se cadastrar em nossas newsletters, você concorda com os nossos Termos de Uso.

Receba nossas notícias no celular

WhatsApp: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.

Comentários [ 0 ]

Máximo 700 caracteres [0]

O conteúdo do comentário é de responsabilidade do autor da mensagem. Consulte a nossa página de Dúvidas Frequentes e Termos de Uso.