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Restauro

Um novo palácio municipal

Reforma do Palácio Rio Branco, onde funciona a Câmara Municipal de Curitiba, custou mais de R$ 1,2 milhão aos cofres públicos. A visitação ainda não é permitida

  • Angélica Favretto, especial para a Gazeta do Povo
Antes da abertura do local, será preciso restaurar a pintura artística interna |
Antes da abertura do local, será preciso restaurar a pintura artística interna
 
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Um novo palácio municipal

Foram dois anos de trabalho até que, em abril deste ano, as obras do Palácio Rio Branco, onde funciona a Câmara Mu­nicipal de Curitiba, chegassem ao fim. A reforma começou em outubro de 2010. Entretanto, os tapumes que cercavam o prédio só foram retirados há poucos dias. A visitação ainda não pode ser feita: falta a restauração na pintura artística interna, que não estava prevista na primeira fase das obras, por causa das condições estruturais do imóvel, e a compra do mobiliário. Por ser obra pública, tudo depende de licitações. “Mas a nossa previsão é de que a posse dos vereadores, no próximo ano, seja feita aqui”, diz o diretor-geral da Câmara, Vinícius José Bório.

Veja mais fotos do Palácio Rio Branco

Os quatro meses entre a conclusão da reforma e a retirada dos tapumes deram tempo também para que fosse decidido o futuro do prédio. De acordo com a direção geral, pelas características históricas, há restrições de uso. Decidiu-se, então, montar novamente o plenário, mas desta vez para uso em sessões solenes da câmara, em que não há superlotação.

A iniciativa de reformar o Palácio Rio Branco, construí­do em 1895 e tombado em 1978 pelo patrimônio histórico do Paraná, veio quando se percebeu que a estrutura do prédio estava sofrendo com a ação do tempo. “Por causa da vibração que os ônibus expressos faziam ao passar aqui na frente e todo o fluxo de carros da Avenida Visconde de Guarapuava, as paredes estavam se abrindo como uma caixa”, explica Bório. Com uma espécie de amarração com cabos de aço, as paredes foram então “puxadas” novamente para dentro. Ele lembra ainda que os danos na estrutura já vinham de há quase um século: em julho de 1913 uma explosão na estação ferroviária, onde hoje é o Shopping Estação, havia comprometido a estrutura do prédio.

A obra

O projeto de reforma foi feito pela Arquibrasil Arqui­tetura e Restauração e executado pela empresa Albatroz Arquitetura. O custo da obra, decidido em licitação, foi de R$ 858.967,12 e, após aditivo, o valor final ficou em R$ 1.280.951,78. Esse valor é superior porque ao longo da reforma foram necessárias alterações no projeto original.

Além do reforço estrutural, o piso de madeira foi refeito, mantendo as características originais, e as janelas e portas, restauradas. A escada de madeira que dá acesso ao balcão precisou ser recuperada e ganhou uma base presa por parafusos. O telhado e forro foram restaurados e toda a parte elétrica foi alterada para que o prédio possa receber cabos lógicos. Foi autorizada a instalação de luminárias nos corredores, e o lustre original será recolocado em breve. A fachada externa, que tem nova pintura, apresenta, agora, luzes de led na parte superior e luzes cênicas, que refletem do chão.

Palácio Municipal

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