Antes da abertura do local, será preciso restaurar a pintura artística interna| Foto: Antônio More/ Gazeta do Povo

Reformas

Outros dois imóveis em frente da Praça Eufrásio Correia estão em obras

Além do prédio do Palácio Rio Branco, as construções que ficam na Rua Barão do Rio Branco, em frente da Praça Eufrásio Correia, são tombadas pelo Patrimônio Histórico do estado, assim como a própria praça. Dois desses prédios estão também em reformas.

O sobrado de número 763, segundo a Secretaria de Estado da Cultura (Seec), foi construído para servir como residência e comércio. Há algum tempo abrigou um café e agora, de acordo com Roberto Martins, arquiteto da Arquibrasil Arquitetura e Restauração, empresa responsável pela obra, será uma área de convivência para os moradores dos prédios residenciais que estão sendo construídos atrás dele. A reforma teve início há três meses e deve levar pelo menos mais 60 dias para conclusão.

O segundo imóvel, de número 823, fica na esquina da Rua Barão do Rio Branco com a Avenida Sete de Setembro. O prédio pertence à família Slaviero e está em reforma há três anos. Já foram investidos cerca de R$ 2 milhões na obra, que só foi possível por meio de uma ordem judicial do Ministério Público. Não há previsão de conclusão do trabalho, porque ainda não há um destino para o imóvel.

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Bonito outra vez

O piso de madeira do Palácio Rio Branco foi refeito e as janelas e portas foram restauradas. A escada de madeira que dá acesso ao balcão precisou ser recuperada. Foi autorizada a instalação de luminárias nos corredores, e o lustre original será recolocado em breve.

Obra de recuperação do prédio durou dois anos
Os tapumes que cercavam o prédio foram retirados há poucos dias, mas a visitação ainda não pode ser feita
Antes da abertura do local, será preciso restaurar a pintura artística interna
A previsão é que a posse dos vereadores, no próximos anos, seja feita já no edifício restaurado
Obra de recuperação do prédio durou dois anos

Foram dois anos de trabalho até que, em abril deste ano, as obras do Palácio Rio Branco, onde funciona a Câmara Mu­nicipal de Curitiba, chegassem ao fim. A reforma começou em outubro de 2010. Entretanto, os tapumes que cercavam o prédio só foram retirados há poucos dias. A visitação ainda não pode ser feita: falta a restauração na pintura artística interna, que não estava prevista na primeira fase das obras, por causa das condições estruturais do imóvel, e a compra do mobiliário. Por ser obra pública, tudo depende de licitações. "Mas a nossa previsão é de que a posse dos vereadores, no próximo ano, seja feita aqui", diz o diretor-geral da Câmara, Vinícius José Bório.

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Veja mais fotos do Palácio Rio Branco

Os quatro meses entre a conclusão da reforma e a retirada dos tapumes deram tempo também para que fosse decidido o futuro do prédio. De acordo com a direção geral, pelas características históricas, há restrições de uso. Decidiu-se, então, montar novamente o plenário, mas desta vez para uso em sessões solenes da câmara, em que não há superlotação.

A iniciativa de reformar o Palácio Rio Branco, construí­do em 1895 e tombado em 1978 pelo patrimônio histórico do Paraná, veio quando se percebeu que a estrutura do prédio estava sofrendo com a ação do tempo. "Por causa da vibração que os ônibus expressos faziam ao passar aqui na frente e todo o fluxo de carros da Avenida Visconde de Guarapuava, as paredes estavam se abrindo como uma caixa", explica Bório. Com uma espécie de amarração com cabos de aço, as paredes foram então "puxadas" novamente para dentro. Ele lembra ainda que os danos na estrutura já vinham de há quase um século: em julho de 1913 uma explosão na estação ferroviária, onde hoje é o Shopping Estação, havia comprometido a estrutura do prédio.

A obra

O projeto de reforma foi feito pela Arquibrasil Arqui­tetura e Restauração e executado pela empresa Albatroz Arquitetura. O custo da obra, decidido em licitação, foi de R$ 858.967,12 e, após aditivo, o valor final ficou em R$ 1.280.951,78. Esse valor é superior porque ao longo da reforma foram necessárias alterações no projeto original.

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Além do reforço estrutural, o piso de madeira foi refeito, mantendo as características originais, e as janelas e portas, restauradas. A escada de madeira que dá acesso ao balcão precisou ser recuperada e ganhou uma base presa por parafusos. O telhado e forro foram restaurados e toda a parte elétrica foi alterada para que o prédio possa receber cabos lógicos. Foi autorizada a instalação de luminárias nos corredores, e o lustre original será recolocado em breve. A fachada externa, que tem nova pintura, apresenta, agora, luzes de led na parte superior e luzes cênicas, que refletem do chão.

Palácio Municipal