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Fronteira

Um projeto paraguaio no Rio Paraná

Vila de recicladores à beira do rio, em Ciudad del Este, ganha limpeza e plano turístico. Programa brasileiro ainda patina

  • PorDenise Paro, da Sucursal
  • 18/04/2014 21:09
Ação na beira do Rio Paraná tira lixo do Remansito, no Paraguai | Christian Rizzi/ Gazeta do Povo
Ação na beira do Rio Paraná tira lixo do Remansito, no Paraguai| Foto: Christian Rizzi/ Gazeta do Povo

Lado B

Região de barrancas é ponto de contrabando noturno

As duas regiões a serem contempladas pelos projetos turísticos nas margens do Rio Paraná são dominadas pela atividade do contrabando, principalmente à noite. "Onde o poder público não está, o crime entra", diz o delegado da Polícia Federal em Foz do Iguaçu, Ricardo Cubas César.

Para Cubas, a ocupação da orla do Rio Paraná facilitaria muito o trabalho das corporações policiais que atuam na fronteira. A repressão ao contrabando nessa faixa é difícil porque a qualquer sinal de movimentação da polícia os contrabandistas retornam para o Paraguai. A travessia é feita em barcos e dura menos de 10 minutos.

Descompasso

A situação destoa da vizinha Puerto Iguazú, na Argentina. Às margens do Rio Iguaçu, os argentinos dão exemplo. A orla é repleta de espaços de lazer, pista de caminhada, restaurantes e mirante com vista privilegiada do Marco das Três Tronteiras.

O turismo surge como apos­­­­ta para mudar o destino de moradores de um bairro situado às margens do Rio Paraná, no Paraguai. Habitado por autônomos e recicladores, o Remansito, em Ciudad del Este, tem uma vista singular da costa brasileira, mas está abandonado, a exemplo de toda orla. O governo paraguaio, em parceria com a Itaipu Binacional, lançou um projeto para dotar o lugar de aparatos turísticos. A proposta é similar a um projeto brasileiro, o Beira Foz.

Responsável pelo projeto do lado paraguaio, o engenheiro da Itaipu Rafael Gonzalez diz que a revitalização faz parte do programa "Bairros Turísticos". "Queremos gerar fontes de trabalho pelo turismo", diz Gonzalez.

O Remansito começou a ser ocupado durante a construção de Itaipu, na década de 1970. Na época, era uma área verde protegida e ali foi construído um atracadouro para receber maquinários para a binacional. Com o fim da obra, a empresa deixou de operar na área, que acabou ocupada pelos sem-teto.

A área a ser revitalizada tem cerca de 500 metros. O plano é construir um centro gastronômico. Paralelamente, o governo pretende construir nas proximidades um galpão para reciclagem de lixo. Hoje os moradores fazem a separação sem qualquer estrutura, na rua. O projeto deve beneficiar 130 famílias do Remansito que vivem próximas ao atracadouro. Dessas, 33 sobrevivem da reciclagem.

Fases

O projeto será executado em diversas fases. A primeira foi a limpeza. Estão previstos plantio de grama e reforma de moradias precárias. A prefeitura estuda um local para acomodar moradores que queiram deixar o bairro.

Segundo Gonzalez, não há uma estimativa de custo porque cada etapa depende de parceiros. Na primeira fase foram gastos US$ 50 mil, bancados pela Tabacalera Del Este.

"Beira Foz" ainda é uma promessa

O projeto de revitalização da margem brasileira do Rio Paraná é ambicioso, mas não passa de uma proposta que só ganhou força nos últimos dois anos. Chamado de Beira Foz, prevê a reurbanização de 34 quilômetros, às margens dos rios Paraná e Iguaçu.

A proposta passa pela construção de hotéis, restaurantes e áreas de lazer. Contempla a remoção de moradores que estão na orla do rio. E já foi apre­­­­­­sentado aos ministérios da Justiça, das Cidades e do Meio Ambiente. Paralelo, tem acompanhamento de uma consultoria internacional, a Arup.

O papel da Arup é atrair a parceria da iniciativa privada. Com atuação em 35 países, a empresa apresentou às autoridades exemplos de revitalizações feitas junto a rios e lagos no Chile, Canadá, EUA, China e Colômbia. Coor­­­­­­­­­­denador do projeto, o Secretário de Turismo de Foz, Jaime Nascimento, diz que um dos focos é a segurança. "Sem segurança não vamos conseguir avançar. Precisamos reduzir o contrabando de mercadorias e tráfico de armas", diz.

No setor de moradia, há dois projetos para a construção de 700 casas e remoção de favelas. Atualmente, a área reúne cerca de 12 conglomerados irregulares, com mais de mil moradores.

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