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Refúgios

Tesouros naturais para além de Vila Velha

Distrito de Itaiacoca, perto de Ponta Grossa, revela paisagens inacreditáveis e cachoeiras de tirar o fôlego. O problema é chegar lá

  • Derek Kubaski, especial para a Gazeta do Povo
  • Atualizado em às
Cachoeira Mariquinha fica a sete quilômetros do Parque de Vila Velha |
Cachoeira Mariquinha fica a sete quilômetros do Parque de Vila Velha
 
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Cachoeira da Mariquinha, Rio São Jorge, Buraco do Padre, Capão da Onça. Esses nomes pertencem a alguns atrativos naturais que são velhos conhecidos dos moradores mais antigos de Ponta Grossa (Campos Gerais), mas não querem dizer nada para muitos turistas que vão à cidade. Situados a poucos quilômetros do Parque Estadual de Vila Velha, a falta de sinalização faz com que o visitante dos arenitos gigantes nem se dê conta de que está tão perto de um refrescante banho de rio ou de um passeio pela mata intocada.

Todos esses locais ficam no Distrito de Itaiacoca (Região Leste de Ponta Grossa). A maioria dessas áreas estão inseridas no Parque Nacional dos Campos Gerais, uma unidade de conservação federal criada em 2006. Ainda dentro de Itaiacoca, o ponto principal de saída para todos os atrativos naturais é a rotatória que fica em frente do câmpus da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), no bairro Uvaranas. A dificuldade, no entanto, é fazer o turista chegar até lá. Nas rodovias que passam por Ponta Grossa, não há sinalização. Para quem vem de Curitiba, uma saída é pegar o Contorno Leste – ligação pavimentada entre a rodovia e o bairro Uvaranas, sem passar pelo Centro.

E, mesmo que ache a entrada, o turista precisará de paciência, porque o Contorno tem algumas rotatórias sem sinalização e, fatalmente, será necessário parar para perguntar como chegar à Rodovia do Talco ou à estrada do Rio São Jorge. Também na BR-376, na altura do km 506, à direita, existe uma estrada que leva direto à rodovia de Itaicoca, mas não é pavimentada.

Sinalização confusa

Nas proximidades do terminal de ônibus urbano existem algumas placas indicativas, mas elas só informam a direção do Buraco do Padre, uma furna acessível pela parte de baixo e de cujo topo escorre uma cachoeira formada pelo rio Quebra Perna. O sentido é o mesmo para os outros atrativos, mas a sinalização não informa isso. Até as proximidades do campus da UEPG Uvaranas, à grande maioria das placas continua apontando apenas para o Buraco do Padre, justamente o único atrativo que está interditado na região.

O site da Prefeitura Muni­­cipal informa que o local será reaberto em fevereiro. No entanto, as obras estão paralisadas devido à falta de segurança. O proprietário do local, empresário Álvaro Scheffer, diz que a reabertura vai atrasar. “Teremos uma reunião com a Secretaria Estadual de Meio Ambiente para definir um esquema de segurança para os nossos trabalhadores e também para as máquinas, já que vândalos depredaram algumas delas. Enquanto isso não for resolvido, não podemos tocar a obra”, salienta.

Point

Díficil de encontrar, cachoeira atrai 150 por fim de semana

A apenas sete quilômetros do Parque Estadual de Vila Velha, uma cachoeira de 30 metros se esconde em meio à mata. O local, conhecido como Mariquinha, tem banheiros, chuveiro, área para camping, bar e uma vista incrível. Mas o único acesso é pela Rodovia do Talco.

Uma vez na rota, para quem vem pela UEPG, é preciso ter atenção: a primeira placa que indica a direção da cachoeira fica já na altura da Fazenda Escola da UEPG, sete quilômetros depois do campus. Chegando à localidade do Passo do Pupo, é preciso entrar à direita – mas também não há sinalização. Mais à frente, há outra entrada à direita. Até existe uma placa, mas ela encoberta.

Quem colocou as placas foi Valdecir Clarindo, que cuida do local há dez anos. “Temos problemas com vândalos que arrancam, apedrejam, atiram nelas. Já tive que trocar as placas quatro ou cinco vezes”, diz. Segundo ele, o único auxílio da Prefeitura é a manutenção da estrada.

O local que atrai uma média de 150 pessoas por fim de semana é um refúgio para o professor de Geografia da UEPG, Lucinei Myszynski. “Mas se o visitante não vier com alguém que já conhece, a chance de se perder é grande”, avisa.

O presidente da Fundação Municipal de Turismo de Ponta Grossa, Eldo Bortolini, reconhece que esses pontos turísticos nunca receberam a atenção necessária. “Faltou organização e objetividade e encarar o turismo como atividade econômica, mas isso tudo vai ser trabalhado”, garante.

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