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Visita frequente às praias do PR

Nos últimos 24 anos, 87 lobos-marinhos foram encontrados nas praias do Paraná fugindo das águas frias do Atlântico Sul

  • Rodrigo Batista, especial para a Gazeta do Povo
Zuca, loba-marinha que está no CEM-UFPR,  encontrada em Pontal do Paraná ano passado: ela não pode ser devolvida ao mar por estar cega |
Zuca, loba-marinha que está no CEM-UFPR, encontrada em Pontal do Paraná ano passado: ela não pode ser devolvida ao mar por estar cega
 
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Além dos turistas que descem a Serra do Mar, os balneários paranaenses costumam receber outros visitantes: animais marinhos exóticos à nossa fauna. E uma das espécies que mais costuma dar as caras por nossas praias é o lobo-marinho. Desde 1987 foram registrados 87 lobos-marinhos nas praias paranaenses, uma média de quase quatro animais por ano. Eles chegam principalmente no inverno, quando saem do Uruguai em busca de águas mais quentes e acabam sendo trazidos por correntes marítimas à orla brasileira.

Entre os lobos-marinhos encontrados aqui está a fêmea apelidada de Zuca pelos pesquisadores do Centro de Estudos do Mar da Universidade Federal do Paraná (CEM-UFPR), em Pontal do Paraná. Desde agosto do ano passado, quando foi encontrada em Pontal do Paraná, a loba-marinha está em tratamento no centro.

Como foi encontrada cega, ela não tem condições de ser devolvida ao mar. Portanto, os pesquisadores aguardam a recuperação completa de Zuca – que, ao ser encontrada, estava muito magra, mas já ganhou 6 quilos desde que chegou ao CEM-UFPR –, para transferi-la ao Instituto de Mamíferos Aquáticos, na Bahia.

Segundo a oceanógrafa Daniele Vigário, voluntária do Projeto de Reabilitação e Estudos de Aves, Mamíferos e Répteis Associados a Ambientes Marinhos (Proamar) do CEM-UFPR, boa parte dos lobos-marinhos que chega ao Paraná recebe um brinco de identificação na pele antes de serem devolvidos ao mar. Isso permite que os animais sejam rastreados.

Em 2010, um animal marcado pelos pesquisadores do Proamar três anos antes foi encontrado em uma praia uruguaia, onde há uma colônia desses animais. “Apesar de ele ter sido encontrado morto no Uruguai, pudemos saber quanto tempo ele viveu depois de sair daqui e por onde passou”.

Daniele explica que essas informações são importantes para saber se o animal voltou à colônia de origem. “Se alguém em Santa Catarina encontrar um lobo-marinho que foi solto aqui no Paraná, sabemos que eles está no caminho de volta”.

Maus-tratos

Suspeita-se que a cegueira da loba-marinha Zuca seja resultado do contato com o ser humano. Daniele explica que muitas vezes as pessoas acabam mexendo com o animal na praia, o que não é recomendado, já que isso pode causar ferimentos tanto para o bicho, quanto para quem estiver em volta. Além disso, aponta Daniele, muitas pessoas chegam a agredir os lobos-marinhos, já que o bicho assusta pelo porte – um macho chega a pesar 200 quilos e a medir 2 metros. “Esses animais são selvagens e reagem para se defender”, enfatiza a pesquisadora.

Para quem encontrar um animal marinho na praia, a orientação é para entrar em contato imediatamente para que a Polícia Ambiental o recolha e dê um destino certo ao bicho pelo telefone é o 0800-643-0304.

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