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José Dirceu: trajetória polêmica. | Mauricio Lima/AFP
José Dirceu: trajetória polêmica.| Foto: Mauricio Lima/AFP

José Dirceu, preso nesta segunda-feira (3), tem uma conturbada trajetória política. Ganhou notoriedade como líder estudantil, após ser preso pela ditadura militar, e foi um dos fundadores do PT.

Chegou a ser eleito deputado estadual e deputado federal e foi um dos principais assessores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Foi ministro e deixou o cargo em 2005 para responder as denúncias de envolvimento com o mensalão – processo no qual acabou condenado.

  • Dirceu com Lula quando ele era ministro da Casa Civil.
  • Eduardo Suplicy, Dirceu e Lula: lideranças do PT.
  • Dilma com Dirceu em foto de 2012.
  • Dirceu com o filho Zeca Dirceu, deputado federal pelo Paraná.
  • Dirceu acompanha pela tevê o julgamento do mensalão no STF, no qual ele foi condenado.
  • Protesto pede a prisão de José Dirceu pelo mensalão.
  • Dirceu foi preso pelo mensalão.
  • José Dirceu no instante em que foi levado de casa pela PF na investigação da Operação Lava Jato.

Dirceu: um petista, três prisões

Primeira prisão

José Dirceu de Oliveira e Silva nasceu em Passa Quatro (MG), em 1946. Ganhou notoriedade como líder estudantil, após ser preso pela ditadura militar durante congresso da União Nacional dos Estudantes, em 1968.

Cuba

Em 1969, esteve entre os 14 presos políticos deportados em troca da liberação do embaixador dos EUA Charles Burke Elbrick. Foi inicialmente para o México e depois para Cuba.

Paraná

Após submeter-se a cirurgias plásticas para se disfarçar e várias tentativas de viver clandestinamente no Brasil, se estabeleceu a partir de 1975 em Cruzeiro do Oeste (PR). Na cidade, casou-se e teve um filho, Zeca Dirceu, que hoje é deputado federal pelo PT.

Fundação do PT

Em 1979, beneficiado pela Lei da Anistia, voltou à velha identidade e se mudou para São Paulo. Em 1980, tornou-se um dos fundadores do PT.

Deputado

Com a redemocratização, virou um dos principais quadros do partido. Foi eleito deputado estadual, em 1986, e deputado federal, em 1990, 1998 e 2002 (sempre por São Paulo). Foi um dos principais assessores de Lula nas campanhas presidenciais de 1989, 1994 e 1998 e coordenador-geral em 2002.

Casa Civil

Em janeiro de 2003, foi nomeado ministro da Casa Civil. Era apontado como “primeiro-ministro” da gestão Lula. Deixou o cargo em junho de 2005, para responder as denúncias de envolvimento com o mensalão. Seis meses depois, teve o mandato de deputado cassado.

Segunda prisão

Pela participação no mensalão , foi condenado pelo STF a 7 anos e 11 meses de prisão, em 2012. Encarcerado em 2013, passou 11 meses e 20 dias na cadeia e depois passou a cumprir pena em regime aberto.

Hotel Saint Peter

Durante a progressão da pena para o regime semiaberto, no final de 2013, pediu à Justiça para trabalhar em um famoso hotel de Brasília para ganhar R$ 20 mil mensais. O hotel era controlado por uma empresa panamenha, presidida por um auxiliar de escritório de uma firma de advocacia. Desistiu após a repercussão negativa.

Habeas corpus

José Dirceu sabia que estava prestes a ser preso pela operação Lava Jato e, recentemente, vinha mostrando resignação. No dia 2 de julho, a defesa do ex-ministro impetrou um pedido de habeas corpus preventivo na Justiça, sem sucesso.

Terceira prisão

É preso nesta segunda-feira (3/8), durante a 17ª fase da Operação Lava Jato, batizada de “Pixuleco”. Para os investigadores, José Dirceu é um dos criadores do esquema de corrupção na Petrobras.

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