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América Latina ainda sofre intervencionismo dos EUA, diz Morales

Tom incisivo de declarações do presidente boliviano Evo Morales contrastou com o ambiente de cordialidade que antecedeu a Nona Conferência de Ministros de Defesa das Américas

  • PorReuters
  • 22/11/2010 16:02
O presidente da Bolívia Evo Morales chega com auxílio de um andador à Nona Conferência de Ministros de Defesa das Américas. Ele se recupera de uma recente operação no joelho | AFP
O presidente da Bolívia Evo Morales chega com auxílio de um andador à Nona Conferência de Ministros de Defesa das Américas. Ele se recupera de uma recente operação no joelho| Foto: AFP

Santa Cruz - O presidente da Bolívia, Evo Morales, fez na segunda-feira um apelo pela unidade latino-americana, advertindo que a democracia e a paz no continente americano continuam ameaçadas pelas políticas intervencionistas dos Estados Unidos.

Morales fez essa declaração perante representantes de dezenas de países americanos, inclusive o secretário de Defesa dos EUA, Robert Gates, na abertura da Nona Conferência de Ministros de Defesa das Américas, que vai de segunda a quinta-feira em Santa Cruz, no leste da Bolívia.

"Só se irá garantir a democracia, a paz e a segurança sem intervencionismo, sem hegemonia", disse Morales. "Que os povos tenham direito a decidir por si sós sobre sua democracia, por si sós sobre sua segurança ... enquanto tivermos atitudes intervencionistas com qualquer pretexto ..., seguramente vai demorar a libertação dos povos."

O tom incisivo das declarações contrastou com o ambiente de cordialidade que antecedeu esta reunião ministerial, um evento que havia sido marcado nos últimos anos por tensões relativas à presença militar dos EUA na Colômbia.

Morales disse que a cessão de bases militares na Colômbia é parte do suposto apoio norte-americano às ações de desestabilização "direitista" na Venezuela e na Bolívia, ao golpe de Estado de 2009 em Honduras e à recente rebelião policial no Equador.

"Com os Estados Unidos estamos em 3 x 1", ironizou Morales, citando intervenções da embaixada dos EUA sobre a política interna boliviana, situação que segundo ele foi superada "pela vontade do povo" e pelas "transformações diplomáticas."

Em 2008, Morales expulsou o embaixador dos EUA e agentes da agência antidrogas do governo norte-americano (DEA), acusando-os de ingerência. Washington reagiu expulsando o embaixador boliviano, levando as relações bilaterais ao pior momento da sua história.

Morales também pediu aos militares do continente que deixem de lado definitivamente as doutrinas anticomunistas, antidrogas e antiterror dirigidas pelos Estados Unidos, que segundo ele servem como "pretexto para o intervencionismo."

"Eu gostaria que esta conferência de ministros garanta uma democracia verdadeira dos povos, respeitando os diferentes que somos de região a região, de setor a setor", disse Morales. "Como pode haver paz se há bases militares (dos EUA)?"

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