PF em Curitiba: sede das investigações.| Foto: Daniel Castellano/Gazeta do Povo

O Ministério da Justiça divulgou em seu site neste sábado (9) um esclarecimento da direção-geral da Polícia Federal (PF) sobre o repasse de recursos à corporação autorizado pelo juiz federal Sergio Moro, responsável pelas ações da Operação Lava Jato. O juiz Sergio Moro teve que autorizar o uso de R$ 172 mil recuperados pela Justiça para pagar contas de luz e consertos de carro da PF.

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Segundo o esclarecimento da PF, o pedido de verba à Justiça Federal em 2015 “não decorreu da escassez de recursos”, mas sim “com vistas ao interesse público de desonerar o erário”.

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Com a resposta da PF, o ministério destacou em seu site que isso “sepulta todas as especulações sobre a ausência de recursos para a realização de operações”.

Entenda o caso

No despacho em que liberou os recursos para a PF do Paraná, Moro disse que as investigações não poderiam ser “interrompidas por falta de dinheiro para despesas básicas”.

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, no entanto, disse durante a semana que pode ter havido um “contingenciamento normal”, mas negou que tenha havido falta de verba. “Não faltou verba nenhuma. Tanto que a Superintendência do Paraná devolveu R$ 3 milhões no final do ano passado”, afirmou Cardozo.

Cardozo cobrou explicações à PF. “Se devolveram R$ 3 milhões e pediram para usar uma outra sobra, não é porque estava faltando dinheiro. Ou então há um problema de gestão. Eu quero entender o que está acontecendo”, disse. “Agora, não me venham dizer que não havia dinheiro para pagar a conta de luz e nem que a Polícia Federal está sendo sucateada”.