A cúpula do PFL do Paraná reúne-se amanhã em Londrina para divulgar os planos do partido para os próximos anos. O evento terá palestra do ex-prefeito de Curitiba Cassio Taniguchi e a participação dos deputados federais e estaduais, inclusive do presidente da sigla no estado, Abelardo Lupion. Mas o destaque será a ex-vice-governadora Emília Belinati, que é uma das apostas da legenda para ganhar uma cadeira na Câmara Federal, na região.

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Nova região – Começou a tramitar na Assembléia uma proposta que cria a região metropolitana de Ponta Grossa. O projeto foi apresentado pelo deputado Jocelito Canto (sem partido) que justificou a iniciativa pelo fato dos muncípios dos Campos Gerais terem problemas comuns. A nova região seria composta pelos municípios de Ponta Grossa, Castro, Carambeí, Tibagi, Palmeira, Teixeira Soares, Imbituva, Ipiranga, Piraí do Sul, Reserva, Ivaí, Guamiranga, Imbaú e Telêmaco Borba.

Mais uma – Se aprovada, será a quinta região metropolitana criada no Paraná – as outras são de Curitiba, Londrina, Maringá e Cascavel. A questão é que o orçamento do estado não contempla recursos para as respectivas implantações (com exceção de Curitiba, que já existe). A região de Ponta Grossa, já havia sido aprovada na legislatura anterior, por uma iniciativa do ex-deputado Luiz Carlos Zuk, mas nunca foi colocada em prática.

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Inadimplente 1 – A Sercomtel – que é administrada pela prefeitura do PT – vai incluir o Partido dos Trabalhadores (PT) de Londrina no Serasa – maior cadastro de inadimplência do país. O partido deve à empresa mais de R$ 50 mil (incluindo os juros) pelo uso de 36 telefones fixos na campanha à reeleição do prefeito Nedson Micheleti (PT) no ano passado. O partido fez acordo para parcelar o débito em 10 vezes de R$ 5 mil, mas apenas duas prestações foram pagas – em fevereiro e março.

Inadimplente 2 – Em abril, o telefone principal do partido, que carrega o número-símbolo da legenda – 3339-1313 – foi cancelado pela falta de pagamento. O diretor-administrativo financeiro da Sercomtel, Luiz Shiroma, afirma que o tratamento ao PT é o mesmo dispensado a qualquer cliente. Hoje, 4% dos 150 mil assinantes devem à telefônica. "E o PT não é o maior", afirma.

Bola fora 1 – Uma declaração do deputado José Thomaz Nonô (PFL), durante a disputa pela presidência da Câmara, provocou revolta no deputado federal paranaense Assis do Couto (PT). Nonô chamou alguns deputados de "mongóis" (utilizando a expressão de forma errada, querendo dizer "mongolóides") para referir-se a alguém completamente ausente da realidade da vida ou descerebrados.

Bola fora 2 – Assis saiu em defesa dos portadores de Síndrome de Down, que há algum tempo eram conhecidos por "mongolóides". "Todos os que minimamente acompanham a evolução do tratamento dado e feito aos portadores de Síndrome de Down sabem que estas pessoas são mais presentes do que muitos cidadãos ditos normais", desabafou o deputado paranaense, que é pai de uma menina portadora da síndrome.

Indignação – O vereador Reinhold Stephanes Júnior (PMDB) ficou indignado porque nenhum deputado federal paranaense revoltou-se contra a eleição de Aldo Rebelo para a presidência da Câmara. "A diferença foi de 15 votos, sendo que 16 estão ameaçados de cassação. Coincidentemente, a tevê mostrou esse pessoal comemorando", observou.

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De volta – O deputado Jocelito Canto realiza hoje em Ponta Grossa uma festa para comemorar sua refiliação ao PTB. O encontro terá a presença do presidente nacional do partido, Flávio Martinez. Jocelito deixou o PTB no primeiro semestre, ficou sem partido nesse período, mas decidiu voltar no último dia de prazo para aqueles que querem concorrer em 2006.

De que lado? – "Se ele saísse do PT, iria para o PMDB, e não para o Psol". A frase é do presidente estadual do PT, deputado André Vargas, acusando o deputado federal Dr. Rosinha de defender o governador do estado e atacar o presidente Lula. Rosinha já afirmou anteriormente que não deixará o PT.

Pinga-fogo

* O vereador Fábio Camargo (PFL) aproveitou uma frase do colunista José Simão para brincar com os colegas petistas da Câmara.

* "O PT começou como um partido de presos políticos e vai terminar como um partido de políticos presos", disse.

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* Desde a posse da legislatura, no começo do ano, o PPS perdeu dois dos quatro vereadores que elegeu: Sérgio Ribeiro foi para o PV e Serginho do Posto continua sem partido.

* O ex-deputado federal Joaquim dos Santos Filho, que estava afastado da política, retornou ao PFL e vai disputar uma vaga na Assembléia.