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Caso Renan chama atenção de 34% da população, aponta

A pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta quinta-feira apontou que o escândalo em torno do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) foi o que mais chamou a atenção da população. Quando pedido que citassem um caso que tenha recebido sua atenção, 34% dos entrevistados lembraram das denúncias contra o senador alagoano. Em menor escala, apareceram a crise aérea (9%), as viagens do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (7%), o julgamento dos envolvidos no mensalão (6%) e a prorrogação da CPMF (4%). A pesquisa foi feita no dia seguinte à absolvição de Renan pelo plenário do Senado Leia matéria completa

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A avaliação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva registrou leve recuo em setembro na comparação com junho, mostrou pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), encomendada ao Ibope, e divulgada nesta quinta-feira (20).

Segundo a pesquisa, 48% dos entrevistados consideram o governo "ótimo ou bom", queda de dois pontos percentuais em relação à última pesquisa, e 18% avaliaram como "ruim ou péssimo" a administração pública federal, também alta de dois pontos percentuais. Ambas as oscilações ficaram dentro da margem de erro que é de 2 pontos percentuais.

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Como Lula governa

A pesquisa mostrou ainda que a aprovação à maneira como o presidente Lula governa também oscilou negativamente. Dos entrevistados, 63% disseram aprovar, queda de três pontos percentuais, e 33% desaprovam, alta de três pontos percentuais na comparação com a pesquisa de junho.

A nota para Lula

A pesquisa CNI/Ibope perguntou qual nota - de 0 a 10 - o entrevistado daria ao governo do presidente Lula. A média registrada em setembro foi de 6,6. Em junho, os entrevistados deram nota 6,7.

CPMF, inflação e desemprego

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A confiança no presidente manteve-se em patamar elevado, mas também registrou variação negativa, dentro da margem de erro. Segundo a pesquisa, 60% confiam e 37% não confiam em Lula. Na pesquisa anterior, 61% responderam que confiam e 35% não confiam.

O presidente da CNI, deputado Armando Monteiro Neto (PTB), avaliou que a "flutuação" na popularidade do presidente tem três causas, uma percepção sobre a retomada da inflação, aumento do desemprego, e a prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF).

"As pessoas acham que vai haver aumento da inflação e talvez por conta da crise externa criou-se certa idéia de que o desemprego pode aumentar também. Isso pode ter contribuído para essa flutuação na avaliação do governo", disse Monteiro Neto. "E pode ser que o debate da CPMF, que põe à luz o gasto público e a qualidade dos serviços públicos oferecidos, tenha contribuído a essa flutuação", acrescentou.

Extinção da CPMF

Segundo o levantamento da CNI/Ibope, 54% dos entrevistados defenderam a extinção da CPMF a partir de 31 de dezembro deste ano, 12% disseram que a Contribuição deve ser renovada com um percentual menor do que o cobrado hoje, outros 12% responderam que ela deve ser extinta gradualmente. Apenas 5% afirmaram que o tributo deve ser renovado com o mesmo percentual.

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"Não espere dos governos uma postura de autocontenção no que diz respeito ao gasto público. No Brasil, tem crescido o gasto corrente, em um ritmo quase explosivo há muitos anos. Isso é preocupante, o gasto cresce mais que o PIB. Vamos chegar aonde se nos proxi 12 anos isso se reproduzir?", questionou o presidente da CNI.

Inflação

Na avaliação dos entrevistados, piorou a atuação do governo para conter a inflação. Do total, 44% responderam que aprovaram e 49% que desaprovam a política de combate à inflação. Na pesquisa de junho, 50% disseram que aprovam e 42% que desaprovam as medidas para conter as altas dos preços.

Desemprego

No combate ao desemprego, as oscilações ocorreram dentro da margem de erro: 43% responderam que aprovam a atuação do governo para reduzir o desemprego, contra 45% da última pesquisa; e 53% desaprovam, elevação de dois pontos percentuais na comparação com junho.

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A pesquisa CNI/Ibope foi realizada entre 13 e 18 de setembro com eleitores maiores de 16 anos. Foram 2002 entrevistas em 142 municípios. A margem de erro é de 2 pontos percentuais e tem grau de confiança de 95%.