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Clóvis Costa, Maurício Arruda e Diocsianne Moura: advogados e uma jornalista concorrem ao cargo | Divulgação/Câmara Municipal de Curitiba
Clóvis Costa, Maurício Arruda e Diocsianne Moura: advogados e uma jornalista concorrem ao cargo| Foto: Divulgação/Câmara Municipal de Curitiba

Conheça os candidatos

Veja quem são os três concorrentes ao cargo de ouvidor de Curitiba

Clóvis Costa

Idade: 45 anos.

Profissão: Advogado.

Formação: Graduado em Direito pela PUC-PR; mestrado em Direito do Estado pela UFPR; especializações em Direito Processual, pela Universidade Positivo, e Administração Esportiva, pela UFPR.

Cargos públicos: Assessor na Câmara e na Assembleia; diretor-geral da Secretaria Estadual de Justiça; superintendente jurídico da Cohapar.

Por que se considera um bom candidato? "Tenho sensibilidade suficiente para reconhecer as dificuldades das pessoas e condições de contribuir para encontrar soluções."

Diocsianne Moura

Idade: 32 anos.

Profissão: Jornalista.

Formação: Graduada em Jornalismo; mestre em Comunicação e Linguagem e especialização em Gestão da Comunicação Empresarial pela Tuiuti.

Cargos públicos: Nenhum.

Por que se considera uma boa candidata? "Quero ser um instrumento de mobilização de líderes nas comunidades, para a resolução de problemas e busca de soluções."

Maurício Arruda

Idade: 40 anos.

Profissão: Advogado.

Formação: Direito pela Unicuritiba; especialização em Direito Penal, Criminologia e Política Criminal na Universidade Positivo; especializações em curso em Processo Penal pela PUC-PR e Gestão em Segurança na Tuiuti.

Cargos públicos: Ouvidor e assessor técnico na Guarda Municipal, assessor parlamentar na Assembleia e no Senado.

Por que se considera um bom candidato? "Tenho experiência, humildade e respeito com a pessoa humana."

Prazos

Votação encerra "novela" que durou dois anos

A eleição de hoje será o fim de uma "novela" que já dura quase dois anos. Pela lei que criou a ouvidoria de Curitiba, aprovada em dezembro de 2012 e sancionada em janeiro de 2013, a escolha do ouvidor deveria ser concluída em abril do ano passado. Entretanto, desde então o processo foi adiado várias vezes. Com isso, o primeiro ouvidor deve exercer um mandato "tampão" de apenas um ano – o mandato previsto é de dois anos. A próxima eleição será em 2016.

No texto da lei, a regulamentação do processo eleitoral deveria ser concluída até 90 dias depois da sanção, em 7 de janeiro de 2013. Essa regulamentação, entretanto, só foi aprovada em dezembro de 2013. Ainda assim, o início do processo foi adiado até novembro de 2014. Na época, o presidente da Câmara, Paulo Salamuni (PV), alegou que a intenção era evitar que a eleição pudesse ser "contaminada" pelas eleições gerais.

As escolha deveria ocorrer no início do primeiro e do terceiro período legislativo, mas em dezembro de 2013 foi aprovada uma emenda que alterou as datas para o segundo e o quarto período. Cada período legislativo equivale a um ano da legislatura.

Os vereadores de Curitiba elegerão hoje o primeiro ouvidor municipal em 25 anos. A escolha será feita a partir de uma lista tríplice definida na última quinta-feira. São candidatos os advogados Clóvis Costa e Maurício Arruda e a jornalista Diocsianne Moura. O ouvidor terá um mandato tampão de um ano, e poderá concorrer à reeleição para um mandato completo de dois anos.

A eleição será feita durante a sessão ordinária da Câmara, que começa às 9 horas. Segundo o presidente do Legislativo, Paulo Salamuni (PV), cada candidato terá, a princípio, 20 minutos para apresentar suas propostas aos 38 vereadores. Uma reunião de lideranças vai definir se os parlamentares poderão fazer perguntas.

Depois, em votação aberta, os parlamentares escolherão um dos três candidatos. A Lei Orgânica exige que o escolhido tenha a maioria absoluta dos votos. Portanto, é possível que haja um segundo turno entre os dois candidatos mais votados.

O ouvidor municipal será responsável por acolher, apurar e encaminhar aos órgãos competentes denúncias de irregularidades e reclamações de cidadãos. Ele poderá, também, apresentar sugestões de aprimoramento da legislação e terá o dever de orientar os cidadãos sobre seus direitos. O salário será equivalente ao de um secretário municipal. O órgão é independente da prefeitura de Curitiba e da Câmara, mas deve utilizar a estrutura física do Legislativo.

Candidatos

Os três concorrentes foram escolhidos na quinta-feira, dia 11, quando a comissão eleitoral ouviu todos os 33 candidatos inscritos para o cargo. Dois deles já atuam diretamente no poder público municipal.

Costa é assessor parlamentar da quarta-secretaria da Câmara – exercida pelo vereador Jairo Marcelino (PSD). Antes disso, foi diretor-geral da Secretaria de Justiça e superintendente jurídico da Cohapar, na gestão de Roberto Requião (PMDB). Para ele, essas ligações políticas não devem ter influência na disputa. Consultado, Marcelino disse que vai se abster na votação.

Para Costa, a Ouvidoria não deve ser "um 156" (central de atendimento da prefeitura), e sim um instrumento de democracia participativa. "O órgão precisa ter um papel pro-ativo e contribuir para a solução dos problemas da cidade", afirma.

Arruda é ouvidor da Guarda Municipal (GM) deste 2013. Ele diz que fez parcerias com o governo federal para equipar a ouvidoria da GM e desenvolver um projeto de ouvidoria itinerante, atuando nas comunidades. "Quero que a ouvidoria seja um elo de ligação entre os poderes Legislativo e Executivo e a sociedade", afirma. Arruda também foi assessor parlamentar na Assembleia e no Senado.

Diocsianne Moura nunca exerceu um cargo público, mas atua junto a ONGs e associações de bairro. Jornalista, ela considera que a função da ouvidoria é possibilitar a comunicação entre a comunidade e o poder público. Criada na periferia de Curitiba, ela diz conhecer na pele os problemas da cidade. "Eu ando de transporte público, uso os postos de saúde, estudei em escola pública e conheço esses problemas", diz.

Ações podem impedir eleição

Duas ações podem impedir que a votação para a escolha do ouvidor de Curitiba seja realizada hoje. Derrotado na elaboração da lista tríplice, o advogado Marcello Lombardi fez um pedido de impugnação do voto do Sindicato das Classes Policiais Civis do Paraná (Sinclapol) em Maurício Arruda. Ele alega que o representante do sindicato, Daniel Luiz Santiago Cortês, foi cliente de Arruda. Caso isso ocorra, Lombardi poderia ingressar na lista tríplice. Já o Conselho Regional de Enfermagem (Coren) pede a anulação da escolha – o que inviabilizaria todo o processo. O conselho contesta decisão da Câmara que impediu sua participação. O Legislativo alega que a entidade é uma autarquia federal, e que não poderia ser considerada uma entidade da sociedade civil organizada. Até o fechamento desta edição, não havia nenhuma definição em relação às ações.

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