Lula minimiza apoio de Chávez a Dilma
Venezuela - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reagiu ontem com ironia à declaração favorável dada na véspera pelo seu colega venezuelano Hugo Chávez em favor da eleição de Dima Rousseff (Casa Civil) para presidente em 2010. "Eu acho que o Chávez fez um gesto de gentileza. Só lamento que ele não tenha título de eleitor para votar na Dilma. É assim, a gente tem de compreender essa declaração, afirmou Lula, rindo.
No sábado, Chávez afirmou que seu coração torce por Dilma e que ela será a próxima presidente. Segundo Lula, não se tratou de uma interferência indevida em assuntos internos.
Folhapress
Marina faz caminhada em clima de campanha
Rio de Janeiro - O pretexto era a Conferência de Copenhagen, em dezembro, e a posição que o Brasil deve assumir no encontro sobre o clima. Mas o tom da caminhada na orla da zona sul do Rio de Janeiro, num domingo de sol, com a participação da senadora Marina Silva (foto abaixo) (PV-AC), foi o de campanha eleitoral.
Quase o tempo todo cercada por um cordão de isolamento, Marina foi abraçada por militantes, fotografada, distribuiu beijos e abraços e foi saudada aos gritos de "Brasil urgente! Marina presidente!", palavra de ordem resgatada da primeira campanha eleitoral de Lula para a presidência, em 1989. Cerca de 500 pessoas participaram da caminhada.
O vereador Alfredo Sirkis interrompeu a caminhada e lembrou que fiscais da Justiça Eleitoral acompanhavam o ato "à espera de um mal passo". Não surtiu grande efeito: os manifestantes passaram a gritar "Brasil no clima, junto com Marina".
Marina defendeu posição mais firme do Brasil a respeito da redução da emissão de gases do efeito estufa e evitou falar da campanha. Se apresentou como "pré-candidata prioritária" do PV.
O deputado federal Fernando Gabeira (PV-RJ) desconversou ao ser perguntado se o evento na orla carioca era uma tentativa de aumentar a exposição da senadora.
Agência Estado
Brasília - O pré-candidato do PSB à Presidência, deputado Ciro Gomes (CE), tem um trunfo para fechar a aliança com o PDT do ministro do Trabalho, Carlos Lupi, e assim, viabilizar sua candidatura, garantindo maior espaço na propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão.
Um aliado de Ciro que acompanha as negociações da corrida sucessória informa que o pré-candidato deve oferecer o posto de vice em sua chapa presidencial a Lupi. Foi com oferta idêntica ao deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP) que Ciro consolidou a aliança para disputar o Planalto em 2002.
O PSB trabalha para reeditar o bloquinho com o PDT e o PCdoB porque só tem garantido um minuto e onze segundos em cada um dos dois blocos diários de 25 minutos de propaganda eleitoral na tevê. É certo que este tempo pode dobrar com a divisão, entre os presidenciáveis de 2010, da sobra dos minutos que couberem aos partidos que não apresentarem candidatos a presidente.
Ainda assim é pouco, e o desafio de fortalecer o palanque eletrônico não é o único que ocupa os aliados de Ciro. O PSB não pode confrontar com o PT da pré-candidata e ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, e tem que contar com a "compreensão" do governo para fechar as alianças com partidos aliados aos presidente Lula.
Bom relacionamento
"Temos de montar o palanque do Ciro sem desmontar o palanque da Dilma", resume o senador Renato Casagrande (PSB-ES), certo de que é possível manter um bom relacionamento na base governista, para que todos os aliados estejam juntos no segundo turno da corrida presidencial. "Mesmo com duas candidaturas teremos diálogo nos estados", insiste. Casagrande é um dos que veem no PDT um bom parceiro para compor a vice com os socialistas. Adverte, porém, que ao menos por enquanto não existe uma proposta oficial de seu partido à direção pedetista.
Um interlocutor comum de Ciro e Lupi aposta que o ministro aceitaria o convite e acrescenta que ele tem autonomia para fazê-lo, na condição de presidente nacional licenciado do PDT. Pondera, no entanto, que Lupi precisará obter o aval do presidente Lula para fechar o acordo. O mesmo interlocutor, que transita bem no Planalto, explica que o ministro do Trabalho não faria nada que contrariasse uma determinação presidencial.
Em qualquer cenário, Ciro terá de enfrentar a resistência de alguns setores do PDT. O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) é um dos que admitem que a parceria "faz sentido" dentro do processo eleitoral, mas diz que tem dificuldades para compreender a candidatura Ciro como uma alternativa progressista para o país. Talvez por isso ele defenda a tese de que a melhor opção para fortalecer o partido seria o lançamento de uma candidatura própria a presidente, em vez da candidatura a vice.
"Instável"
Vários pedetistas também se queixam de que a experiência da última eleição não foi boa e reclamam que Ciro anunciou seu apoio a Lula no segundo turno de 2002 sem antes consultar os companheiros. Não ouviu nem sequer Leonel Brizola. "O discurso dele passa a ideia de um homem conservador e emocionalmente instável", acrescenta Cristovam, resumindo o chororô de setores expressivos do partido.
O senador adverte que, antes de falar em chapa, é preciso definir as bandeiras do partido para 2010. Diz, ainda, que não se lembra de ter visto nos discursos de Ciro as palavras educação, revolução e transformação. "É um discurso sobre taxa de crescimento que faz com que ele passe a ideia de candidato a ministro da Fazenda, e não de um estadista que defende uma inflexão na história do Brasil", critica.
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