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Das 570 matérias discutidas pela Câmara Municipal de Curitiba em 2008, 252 diziam respeito à concessão de prêmios a pessoas e instituições escolhidas pelos nobres vereadores. Em 2009, só no primeiro semestre, foram 20 os títulos de cidadãos honorários aprovados.

Os vereadores novatos, ainda cheios de idealismo, tentam mudar a irrelevância da Câmara. Reúnem-se com frequência para discutir o que fazer e, quando podem, apresentam projetos que consideram importantes para a cidade. Mas veio de um veterano, o vereador Mario Celso Cunha – aliás, um dos campeões na área das premiações – uma iniciativa mais concreta: ele deu entrada num projeto que extingue 15 categorias de premiação mantidas pela Câmara. Não se sabe quantas ainda restarão.

Pela proposta, serão extintos, entre outros, os prêmios Medalha Fernando Amaro, Cultura e Divulgação, Mérito de Saúde, Mulheres Em­­preendedoras, Ecologia e Ambientalismo, Professor Honorário, Bento Munhoz da Rocha, Amigo da História, Professor João Crisóstomo, João Batista Gnoato, Servidor Pú­­­blico Padrão, Pablo Neruda, Papa João Paulo II, Mérito Pa­­­drão e Consagração Pública.

Banalização

O argumento de Mario Celso para acabar com tantas honrarias é simples e direto: "Evitar a banalização de homenagens e diminuição de custos, já que cada sessão especial tem um custo muito alto para a direção da Casa, pois envolve equipes de cerimonial, transporte, segurança, taquigrafia, redação e outros". Os contribuintes curitibanos já tinham percebido isso. Os vereadores ainda não.

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Onde estarão

Com mais de um ano de distância do dia da eleição, os partidos buscam consolidar desde já as decisões tomadas em seus respectivos gabinetes, promovendo encontros para atrair holofotes.

O primeiro desses grandes encontros, para o qual se convoca toda a militância do PSDB, se dará no próximo dia 19. Seguindo a tradição, será num restaurante de Santa Felicidade. Reina expectativa: se é para mostrar a força da candidatura de Beto Richa, o senador Alvaro Dias (que compete internamente pelo direito de ser o candidato a governador), comparecerá?

Outro encontro é do PMDB, marcado para 3 de outubro, destinado a referendar Orlando Pessuti. Nesse caso, o PT, que governa o Paraná junto com o PMDB enquanto namora Osmar Dias, comparecerá?

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Olho vivo

Reino animal 1

Cinco cachorros da prefeitura de Curitiba estão à espera do resultado de um pregão eletrônico realizado no último dia 3 para terem o direito à casa, comida de qualidade e cuidados especiais. O pregão é para a contratação de um hotel para cães. O Erário municipal pretende contribuir com R$ 36 mil reais por ano para dispensar aqueles confortos aos cães farejadores que usa para localizar drogas, segundo consta do Edital de Licitação 011/2009 publicado no Diário Oficial do Município. Pensando bem, dá uma diária R$ 20 por cachorro.

Reino animal 2

Em Paranaguá, a preocupação é outra – não é cuidar de animais, mas livrar-se deles o quanto antes. De acordo com o Ofício 64/09 endereçado pelo Sindicato dos Trabalhadores Portuários à Administração dos Portos (Appa), é cada vez mais urgente que a autarquia tome providências contra a infestação de pombos e ratos nos armazéns e outras dependências do terminal. O sindicato exige também que se faça limpeza e consertos nos aparelhos de ar condicionado, onde habitam os ácaros que têm levado muitos funcionários a buscar a ajuda de pneumologistas.

Reino animal 3

O problema dos pombos é antigo em Paranaguá. Em 2006 foi feita uma licitação para contratação de uma empresa que prometeu acabar com eles, antes que as aves acabassem com os estoques de soja e milho dos silos. Os pombos mereciam tal destino, pois, segundo o ex-superintendente da Appa, Eduardo Requião, foram eles (e não os humanos que trabalhavam no porto) os responsáveis pelo desaparecimento de algumas toneladas de soja que deveriam ter sido exportadas.

Cadê?

O ano entrou no seu terceiro trimestre. E onde estão os relatórios da criminalidade prometidos pela Secretaria da Segurança para cada trimestre? Não apareceram o do primeiro trimestre, nem o do segundo. Afinal, o povo precisa ter certeza do que dizem as autoridades do setor – isto é, de que a política de segurança do estado está mesmo fazendo diminuir os índices de criminalidade. Ou não.

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