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O senador Heráclito Fortes (DEM-PI) acusou nesta segunda-feira (9) o delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz de estar "a serviço de uma ala do governo". Reportagem da revista "Veja" acusa o delegado de montar uma rede de espionagem contra autoridades durante seu trabalho na Operação Satiagraha. Heráclito seria um dos investigados, assim como a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) e o ex-ministro José Dirceu.

"Eu não tenho nenhuma dúvida que o senhor Protógenes está a serviço de uma ala do governo. Se você examinar, o processo é seletivo. Ele escolhe as pessoas, o Dirceu, a Dilma. Ele escolhe as pessoas que participam de conflitos dentro da base do governo. No caso do Congresso, ele procura as pessoas que infernizam a vida do governo. É uma ação intimidatória e irresponsável", disse o senador.

Heráclito afirma que "tem gente do governo com a digital nesta questão" e diz acreditar em interesses políticos na espionagem ilegal. "Este caso envolve sucessão presidencial, interesses e jogos dentro do governo, inclusive concorrência aí que estão sendo anunciadas. Essa é uma briga de gangue e querem colocar outras pessoas envolvidas".

O senador cobrou de Protógenes que esclareça qual envolvimento ele teria com o banqueiro Daniel Dantas, preso na investigação presidida pelo delegado. "Não admito ser envolvido em uma ação que não pratiquei. A acusação de que sou amigo do Daniel Dantas é subjetiva e faltam provas. O Protógenes gravou tanta gente e tem a obrigação de mostrar".

O senador afirmou ainda que irá entrar com uma ação contra o Estado por danos morais. Ele alega que mesmo que a investigação fosse legal, ela não poderia ter sido tornada pública porque corre em segredo de Justiça.

Heráclito destacou que o ex-diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) Paulo Lacerda foi nomeado adido policial em Lisboa. Para o senador, foi um benefício por serviços prestados, uma vez que a Abin ajudou Protógenes na investigação. "O Lacerda ao invés de ser indiciado foi premiado com um exílio de ouro em Portugal. Criou-se um cargo para dar benefício para ele porque algum benefício para o governo ele fez".

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