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Marina  Silva: próxima etapa da ex-senadora será começar os debates em torno de articulações políticas | Felipe Rosa/ Gazeta do Povo
Marina Silva: próxima etapa da ex-senadora será começar os debates em torno de articulações políticas| Foto: Felipe Rosa/ Gazeta do Povo

500 mil assinaturas é quanto a Rede precisa até 4 de outubro para assegurar a participação da sigla nas eleições de 2014.

Marina Silva foi o nome de destaque nas últimas pesquisas eleitorais. Os últimos números mostram que, se a eleição fosse hoje, a ex-ministra do Meio Ambiente disputaria o segundo turno com a presidente Dilma Rousseff e teria chances de vitória. Apesar dos índices favoráveis, no entanto, ela tem pela frente o desafio de viabilizar palanques estaduais e encontrar aliados.

De concreto até agora, apenas três deputados anunciaram filiação à legenda que Mrina tenta criar: Walter Feldman (SP), Domingos Dutra (MA) e Alfredo Sirkis (RJ). A expectativa é de que esse número aumente após a Rede conseguir o registro na Justiça Eleitoral. Apesar disso, a sigla já trabalha com a possibilidade de não formar palanques em todos os estados.

"No momento em que você tem um partido que vai disputar um espaço no âmbito institucional, é evidente a necessidade de lançar candidaturas. Mas nós sabemos que é muito provável que haja estados onde não se tenha um palanque regional específico para a candidatura nacional", avalia Feldman.

Segundo os apoiadores de Marina, os esforços da Rede estavam até agora concentrados em garantir a validação das 500 mil assinaturas até 4 de outubro, prazo que assegura a participação da sigla nas eleições de 2014. Embora a ex-senadora evite vincular a sigla à disputa eleitoral, a próxima etapa será começar os debates em torno da articulação política. "Essa é uma preocupação. A Rede vai se legalizar na marca do pênalti. Não deu para fazer grandes discussões sobre políticas de aliança", diz Dutra.

O fato de Marina estar em evidência pode atrair mais interessados, mas Dutra reconhece que não será fácil conciliar interesses eleitorais aos da Rede. "As tentações serão grandes [para fazer alianças]. Mas a gente tem muito nó para desatar. Tem de haver debate firme para ver que nível de relacionamento pode ser feito sem dar choque [com o programa da legenda]". Apesar de, neste momento, Marina ser a principal beneficiária do sentimento antipartidário vindo das ruas durante as manifestações de junho, viabilizar uma candidatura independente e sem palanque é uma aposta colocada em xeque por alguns especialistas.

Pelo estatuto, o partido tentará colocar em prática ideias diferentes das adotadas pelas legendas tradicionais, como limite à reeleição para parlamentares e um teto para doações de pessoas jurídicas para campanhas.

Bazileu Margarido, que integra a executiva provisória da Rede, reafirma que a política de alianças se dará em torno das questões programáticas. Mas ele avisa que ainda não há uma lista de partidos com os quais a Rede poderá ou não se aliar.

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