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A presidenta Dilma Rousseff deve ir à Argentina no próximo dia 25 para reuniões com a presidenta Cristina Kirchner. Elas deverão discutir temas relativos ao comércio entre os dois países, principalmente a questão das exportações de produtos brasileiros, após a adoção de novas medidas cambiais na Argentina. As novas regras atingem vários setores, especialmente o agrícola e o automotivo. As chefes de governo deverão abordar ainda a suspensão de licenças automáticas e a criação de cotas de importação.

Impasses envolvendo as barreiras tarifárias argentinas aos produtos brasileiros ocorrem com relativa frequência. Nos últimos anos, a Argentina decidiu, por etapas, suspender a emissão de licenças automáticas para uma série de produtos brasileiros, atingindo as relações bilaterais. A queixa dos empresários brasileiros é que, em geral, as licenças não são concedidas no prazo regulamentar.

O encontro entre as presidentas Dilma Rousseff e Cristina Kirchner estava marcada para o começo de março, mas foi adiado por causa da morte do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, no dia 5 daquele mês. Em respeito a Chávez, várias reuniões políticas e conversas entre autoridades latino-americanas previstas para a ocasião foram adiadas. O mês de abril, na América do Sul, é marcado por dois eventos em especial: eleições presidenciais na Venezuela no próximo domingo (14) e na semana seguinte, no Paraguai.

Na Venezuela, os principais candidatos ao cargo são o presidente interino, Nicolás Maduro, e o oposicionista Henrique Capriles, governador de Miranda. Na eleição de outubro do ano passado, Capriles foi derrotado por Hugo Chávez. Concorrem à Presidência do Paraguai 11 candidatos. Previstas para o dia 21, as eleições no Paraguai são emblemáticas porque o país está suspenso do Mercosul e da União de Nações Sul-Americanas (Unasul).

O Paraguai foi suspenso das duas organizações em junho do ano passado, porque os líderes latino-americanos discordaram da maneira como foi conduzido o processo de impeachment do então presidente Fernando Lugo. Para eles, houve o rompimento do processo democrático e não foi dado a Lugo tempo suficiente para a defesa. O governo do atual presidente, Federico Franco, nega irregularidades no processo.

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