
Do total de déficit apresentado, quanto precisa ser pago no curto prazo?
Há algo em torno de R$ 1 bilhão para pagamento no curto prazo. Aquelas dívidas que forem tecnicamente legais serão pagas, mas quando houver vício insanável não poderemos pagar.
Entre as dívidas elencadas estão assuntos discutidos judicialmente, como a rescisão com o grupo Dominó, no valor de R$ 630 milhões. O governo vai pagar isso?
Não. Quisemos dar um exemplo das ações que tramitam contra o estado e que houve gestão temerária. Mas a nossa procuradoria é muito competente, vai ganhar todas as ações.
Mas então o valor de R$ 4,5 bilhões não é real, apenas potencial?
É um valor potencial. Mostra que quando há desrespeito ao contrato assinado se gera um dano ao erário público.
Os reajustes concedidos no fim do ano passado podem ser revistos?
O governo do estado tem compromisso com o servidor público, mas não podemos camuflar a realidade. Nos fim do mandato não se podem dar benesses que comprometem o caixa. Estamos avaliando cada situação.
Como deputado, o senhor faz um mea-culpa dessas benesses aprovadas pela Assembleia?
A Assembleia segurou e deixou de votar muitos projetos. Claro que todos nós temos a nossa responsabilidade. O Poder Legislativo não pode dizer que não. Mas no Legislativo vale a maioria. Além disso, houve benefícios concedidos por meio de decreto, à revelia da lei.







