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Beto Richa: relação republicana | Walter Alves/ Gazeta do Povo
Beto Richa: relação republicana| Foto: Walter Alves/ Gazeta do Povo

Após a confirmação da vitória de Dilma Rousseff (PT), o governador eleito do Paraná, Beto Richa (PSDB), afirmou que respeita a vontade dos eleitores brasileiros, mas que espera que a petista governe indistintamente para todos os estados do país. O tucano disse ainda contar com o apoio do governo federal sobretudo para os investimentos em infraestrutura que pretende fazer no Paraná. Ao comentar se a vitória de José Serra (PSDB) no estado neste segundo turno o credenciaria como uma liderança nacional tucana, Richa declarou que há muitos nomes a sua frente no partido e que vai continuar sendo "um soldado a serviço da legenda".

Dizendo-se um político conciliador, Richa afirmou que, como ele, Dilma deverá descer do palanque e ter uma relação republicana com todos os governadores eleitos. "Respeitamos democraticamente a vontade da maioria dos brasileiros. Mas, a partir de agora, deve haver grandeza por parte dos adversários; uma relação republicana por parte da Dilma para trabalharmos pelo interesse do Brasil", declarou.

Essa expectativa sobre a postura de Dilma se deve, segundo Richa, à dependência do estado em relação ao governo federal, principalmente para cumprir os investimentos em infraestrutura prometidos durante a campanha. "Precisamos desse apoio para investirmos nas nossas rodovias federais, no Porto de Paranaguá, nos aeroportos, em ramais alternativos ferroviários e na habitação", disse.

Futuro

Apesar da derrota de Serra, Richa destacou o desempenho do tucano no Paraná – 55,46% dos votos válidos contra 44,56% de Dilma. "Defendi o Serra por acreditar que ele seria o melhor para o Brasil. Fizemos a nossa parte no estado e agradeço aos paranaenses por isso", afirmou.

Em relação ao futuro do PSDB, Richa afirmou que o partido precisará repensar sua postura daqui para frente, de olho nas eleições de 2014. "Temos muito tempo para nos reorganizarmos e repensarmos nossa postura e comportamento. Precisamos decidir o que fazer, já com vistas às próximas eleições e, também, com relação à nossa postura no Congresso."

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