Gleisi: aposta de que repetirá a campanha de Fruet em 2012| Foto: Wilson Pedrosa / Fotos Públicas

Entrevistas com Richa e Requião

O candidato Beto Richa (PSDB) foi entrevistado na segunda-feira (15). Ele disse que a falta de gasolina em viaturas é questão "pequena".

O candidato Roberto Requião (PMDB) foi entrevistado nesta quarta-feira (17). Ele disse que reprova empréstimos "para pagar comissionados".

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A candidata ao governo do Paraná Gleisi Hoffmann (PT) negou, em entrevista concedida ontem ao telejornal Paraná TV 1.ª Edição, da RPC TV, que o seu partido tenha dificuldades para obter votos no Paraná. Ela disse que, apesar de nunca ter eleito um governador, o PT conseguiu votações expressivas no estado, e citou como exemplo sua eleição para o Senado, em 2010, e vitórias nas eleições municipais de Ponta Grossa, Londrina e Maringá.

Gleisi disse que é cedo para falar que sua campanha não "deslanchou", e citou como exemplo o prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet (PDT) – que, quando candidato, enfrentou dificuldades até a reta final da campanha, figurando em terceiro lugar nas pesquisas eleitorais. A senadora também afirmou que não trabalha com hipóteses e se recusou a anunciar apoio a algum candidato em um eventual segundo turno do qual ela não participe.

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A petista foi a segunda entrevistada do telejornal, depois de Beto Richa (PSDB), que abriu a série na segunda-feira. Hoje, o entrevistado deve ser o senador e candidato do PMDB ao governo do Paraná, Roberto Requião.

Lula e Dilma

Gleisi também falou que é importante ligar sua imagem à do ex-presidente Lula e à da presidente Dilma Rousseff. "É importante mostrar que temos proximidade e uma interlocução com o governo federal."

Sobre os casos de corrupção que envolvem o PT, como o mensalão e o esquema de corrupção na Petrobras, Gleisi disse que o partido sempre puniu os responsáveis e tem compromisso com a transparência. "O PT nunca jogou os casos de corrupção para debaixo do tapete." Para Gleisi, escândalos como esses não são prejudiciais apenas para o seu partido, mas para a política brasileira. "Há um descrédito generalizado da população; precisamos de uma reforma política", comentou, afirmando que é favorável ao financiamento público de campanha.

Em relação aos pedágios no Paraná, a candidata afirmou que, assim que possível, irá rever os contratos com as concessionárias. A petista disse que uma nova concessão pode ser feita com valor reduzido na tarifa. Gleisi finalizou afirmando que quer governar o Paraná para retirar o estado do isolamento. "Somos a quinta economia do país e precisamos alinhar a política do estado com a do Brasil para conseguir melhorar ainda mais." (

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