Em um comunicado oficial a todos os filiados do PDT, o presidente nacional do partido, Carlos Lupi, tenta conter dentro de sua legenda o movimento de adesão à campanha do tucano Aécio Neves no segundo turno. Menos de uma semana depois de ter conquistado o direito de decidir a eleição contra a presidente Dilma Rousseff (PT), Aécio já atraiu o apoio de vários líderes do PDT para o seu lado.

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O problema é que o comando nacional do partido está coligado oficialmente à chapa presidencial petista e Lupi defende que a decisão tomada na convenção nacional, realizada 10 de junho, em Brasília, seja seguida à risca.

Na verdade, o gesto interessa ao Palácio do Planalto, que quer frear as adesões à candidatura do tucano no segundo turno. Os principais alvos seriam o governador eleito do Mato Grosso, Pedro Taques, o senador Cristovam Buarque (DF), e o senador eleito José Antônio Reguffe (DF), que possuem prestígio político para ampliar a votação de Aécio.

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Na nota, assinada por Lupi, é lembrado que "cabe à Convenção Nacional, e só a ela, decidir soberanamente sobre assuntos políticos, estabelecendo diretrizes para todo o Partido". E avisa dos riscos do descumprimento dessa norma, citando uma resolução interna do partido que "considera fato de extrema gravidade detentores de mandatos do PDT fazerem propaganda para candidatos que não sejam os indicados pelo partido, desobedecendo a deliberação dos convencionais".

Se a ameaça for cumprida pelo comando do PDT, aqueles que desobedecerem à instrução correm o risco até de serem expulsos da legenda. Só que Reguffe, Taques e Cristovam são, há tempos, vozes dissidentes dentro do PDT. Uma punição só aceleraria o processo de mudança de partido para eles e enfraqueceria ainda mais os pedetistas nacionalmente.

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