Imagem do site do projeto “Eleição Transparente”| Foto: Reprodução/Internet

Serviço

O portal "Eleição Transparente" é um projeto experimental organizado pela Abraji, desenvolvido com o apoio do Google e a ajuda de empresas de mídia e tecnologia. Acesse o site: www.eleicaotransparente.com.br.

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O Paraná está em segundo lugar no país em pedidos de retirada de conteúdo e censura contra veículos de comunicação em época de campanha eleitoral. É o que aponta um levantamento da Associação Brasileira de Jornalismo Inves­­ti­­gativo (Abraji), que mapeia ações judiciais de candidatos que tentam evitar que portais, redes sociais, blogs e publicações noticiem informações que considerem negativas para suas campanhas.

Até então, o projeto "Elei­­ção Transparente" contabilizou 72 processos em 18 estados – 14% movidos por candidatos do Paraná. Em primeiro lugar está Alagoas, com 18% das ações e, em terceiro, o Maranhão (12%). A base de dados é alimentada pelos representantes legais de empresas que foram intimadas pela Justiça Eleitoral por causa da publicação de informações. "Não necessariamente houve uma condenação, pois já consideramos o pedido", explica o presidente da Abraji, José Roberto de Toledo.

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Ele observa que a ferramenta é importante para montar uma base quantitativa de dados sobre processos judiciais contra empresas de mídia e tecnologia, em especial no período eleitoral. "Sempre houve uma espécie de assédio judicial aos meios de comunicação e há uma impressão empírica de que o número de ações está crescendo, ainda mais em época de eleição, mas não há levantamento recente sobre isso", diz.

Até então, quatro veículos alimentam o banco de dados – entre eles, a Gazeta do Povo –, mas a Abraji está procurando outros parceiros. A maior parte das ações trata de pedidos de censura prévia e retirada de conteúdo de empresas de mídia e tecnologia.