Sartori garantiu vitória do PMDB depois de duas derrotas do partido no Rio Grande do Sul| Foto: Luiz Chaves/Fotos Públicas

61,22% dos votos válidos foi o índice que Sartori atingiu.

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Veterano do PMDB gaúcho, José Ivo Sartori, 66, chega de maneira surpreendente ao auge de sua trajetória política, após quase 40 anos de vida pública.

A eleição para o governo gaúcho até pouco tempo não era uma meta pessoal dele. E sua ascensão na campanha deste ano foi inesperada para o eleitorado, que se dividia em princípio entre o governador Tarso Genro (PT) e a senadora Ana Amélia Lemos (PP).

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Nas primeiras pesquisas, nem em sua base eleitoral, a serra gaúcha, seu nome parecia empolgar os eleitores.

A virada só veio na reta final do primeiro turno, quando a troca de acusações entre Tarso e Ana Amélia acabou levando a uma migração de votos para sua candidatura, que despontou como terceira via.

A ideia de concorrer ao governo não havia partido de Sartori, mas sim de um grupo de correligionários do PMDB gaúcho que pretendia lançar um nome novo ao governo.

O partido vinha de duas derrotas ainda no primeiro turno em 2010 e 2006, com José Fogaça e Germano Rigotto – políticos que eram bem mais conhecidos no estado.

Tradicionalmente, o PMDB do Rio Grande do Sul é o principal polo de oposição ao PT, já que os tucanos têm pouca expressão no estado.

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Sartori relutou em aceitar o convite, mas acabou concordando no início do ano em lançar a candidatura. Antes da campanha, formou uma coligação que lhe rendeu o segundo maior tempo de TV, atrás apenas de Tarso.

O espaço no horário eleitoral ajudou sua equipe de marketing a fixar a figura do "gringo", como foi apelidado: interiorano, simples e com um histórico de obras. De 2005 a 2012, ele governou Caxias do Sul, maior município do interior gaúcho.

No primeiro turno, a estratégia foi evitar polêmicas em meio aos ataques petistas contra a candidata do PP.

No segundo turno, aliou-se ao presidenciável tucano Aécio Neves.

Sartori foi secretário estadual nos anos 80 do hoje senador Pedro Simon e líder do partido na Assembleia no governo de outro peemedebista, Antônio Britto (1995-1998).

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No Legislativo gaúcho, foram cinco mandatos seguidos a partir de 1982. De 2003 a 2004, antes de se eleger prefeito, foi deputado federal.

A entrada dele na política remonta ao movimento estudantil ainda no período da ditadura. Naquela época, ele era professor universitário de filosofia e dava aulas de história em um cursinho.

Propostas

Durante a campanha, Sartori foi bastante criticado pela falta de consistência de suas propostas. Críticos dizem que ele não estava preparado para ir tão longe. Ele também teve um mal estar com professores ao sugerir que eles deviam buscar o piso [salarial] em uma loja de materiais de construção.