Plenário da Câmara de Londrina: salário de vereador pode ser equiparado ao salário mínimo estadual.| Foto: Devanir Parra/CML

Os movimentos pela redução dos salários dos vereadores, iniciados em Santo Antônio da Platina, estão para chegar em Londrina, a segunda maior cidade do estado. Ao contrário do que aconteceu no Norte Pioneiro, que a indignação da população nasceu de forma espontânea, depois que um vereador disse não haver crise para ele, em Londrina a movimentação começa de forma mais organizada.

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Alguns grupos já planejavam a ofensiva – inclusive ressuscitando um abaixo assinado de 2011, pela redução do número de vereadores –, mas quem saiu na frente foi Émerson Petriv, o “Boca Aberta”, conhecido pela sua bicicleta sonora e os ataques ao prefeito Alexandre Kireeff (PSD).

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Petriv protocolou nesta segunda-feira (10), na Câmara Municipal, a minuta de um projeto de iniciativa popular pedindo a redução dos salários dos vereadores dos atuais R$ 13 mil para R$ 1.192,28, que é o valor do salário mínimo estadual. Para o prefeito, o texto apresentado por Petriv propõe a redução de R$ 13,8 mil para R$ 9 mil. O vice-prefeito cairia dos R$ 5.199,48 atuais para R$ 788, o salário mínimo nacional. Os secretários municipais ficariam de fora do “tesouraço”.

O problema até aqui é que por enquanto está faltando “povo” no projeto de iniciativa popular: Petriv decidiu protocolar um “pré-projeto” para só depois colher as assinaturas. A Lei Orgânica Municipal permite projetos de iniciativa popular, desde que acompanhados pelas assinaturas de 5% dos eleitores. Londrina tem 337 mil eleitores e serão necessárias 17.850 assinaturas.

Petriv pretende colher assinaturas a partir de sábado (15). No requerimento em que apresenta o projeto, ele pediu 60 dias para colher as assinaturas.