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Em texto, EUA dão apoio maior ao Brasil no Conselho da ONU

Após discursar em Brasília sem dar apoio explícito à reivindicação brasileira de conquistar uma cadeira permanente no Conselho de Segurança da ONU, o presidente Barack Obama emitiu um comunicado oficial um pouco mais enfático a favor da reivindicação do Brasil. Por escrito, em um texto assinado conjuntamente pela presidente Dilma Rousseff, o governo americano diz que Obama tem "apreço à aspiração’’ da diplomacia do Brasil no principal órgão das Nações Unidas. "O presidente Obama manifestou apreço à aspiração do Brasil de tornar-se membro permanente do Conselho de Segurança’’, diz o comunicado conjunto.

A declaração, porém, ficou aquém do que esperava o Itamaraty: um apoio mais categórico. A diplomacia brasileira chegou a comparar cada palavra do comunicado com a frase proferida por Obama em sua visita à Índia, em novembro do ano passado, quando concedeu apoio mais explícito à mesma pretensão daquele país. "Nos próximos anos, os Estados Unidos esperam ver um Conselho de Segurança da ONU reformado que inclua a Índia como membro permanente’’, disse, na época.

O assessor internacional da Presidência, Marco Aurélio Garcia, assegurou que não há frustração por parte do Brasil. "Essa é uma questão complicada para eles [americanos]’’, disse.

De qualquer forma, a declaração foi a sinalização mais forte até agora de Washington sobre o tema. Nos meios diplomáticos e políticos, esperava-se inclusive um tom bem mais tímido, já que o Brasil vinha se alinhando até agora a países como o Irã em questões como o enriquecimento de urânio no país persa – ao qual os Estados Unidos se opõem veementemente, temendo que possam desenvolver armas nucleares.

Outro ponto que teria causado desgaste na relação entre os dois países foi a abstenção do Brasil na votação no Conselho de Se­­gurança da ONU, na semana passada, a sanções militares contra a Líbia. O Brasil ocupa temporariamente uma cadeira no conselho.

De qualquer maneira, a declça­­­ração de "apreço" de Oba­­ma foi vista como um sinal de boa-vontade dos Estados Unidos, após a presidente Dilma ter dado indícios de que a política externa brasileira estaria mudando em relação do que foi no governo Lula.

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