i

O Sua Leitura indica o quanto você está informado sobre um determinado assunto de acordo com a profundidade e contextualização dos conteúdos que você lê. Nosso time de editores credita 20, 40, 60, 80 ou 100 pontos a cada conteúdo – aqueles que mais ajudam na compreensão do momento do país recebem mais pontos. Ao longo do tempo, essa pontuação vai sendo reduzida, já que conteúdos mais novos tendem a ser também mais relevantes na compreensão do noticiário. Assim, a sua pontuação nesse sistema é dinâmica: aumenta quando você lê e diminui quando você deixa de se informar. Neste momento a pontuação está sendo feita somente em conteúdos relacionados ao governo federal.

Fechar
A matéria que você está lendo agora+0
Informação faz parte do exercício da cidadania. Aqui você vê quanto está bem informado sobre o que acontece no governo federal.
Que tal saber mais sobre esse assunto?
Depoimento ao MP

Polícia Federal “uniu” Abib e contador

Relação entre Douglas Bastos Pequeno e Bibinho começou há 14 anos, quando o primeiro foi detido pela Polícia Federal

  • PorKarlos Kohlbach e Katia Brembatti
  • 28/08/2010 21:02
Bibinho: demissão de Pequeno da Assembleia ocorreu dois anos após ele já estar trabalhando nas fazendas do ex-diretor do Legislativo | Jonathan Campos / Gazeta do Povo
Bibinho: demissão de Pequeno da Assembleia ocorreu dois anos após ele já estar trabalhando nas fazendas do ex-diretor do Legislativo| Foto: Jonathan Campos / Gazeta do Povo

Uma operação da Polícia Federal (PF) deflagrada em 1996 acabou unindo o contador Douglas Bastos Pequeno e o ex-diretor-geral da Assembleia Legislativa do Paraná Abib Miguel, o Bibinho. Ironica­­­mente, 14 anos depois, os dois romperam relações em decorrência das denúncias de desvio de dinheiro da Assembleia Legislativa do Paraná que são investigadas pela própria PF e pelo Ministério Pú­­­blico Estadual (MP).

Bastos Pequeno contou, em depoimento aos promotores de Justiça, que foi detido por agentes da PF sob a acusação de que estaria produzindo bonés com imagens de maconha. Por ter trabalhado nos anos 60 como contador de uma empresa de Miguel Abib – pai do ex-diretor –, Bastos Pe­­­queno resolveu procurar Bibinho para pedir ajuda (o depoimento não esclarece que tipo de auxílio). "(...) Ele [Bibinho] poderia conhecer alguém que pudesse ajudá-lo", diz trecho do relatório do depoimento do contador ao MP.

Dez dias depois, foi a vez de Bi­­­binho solicitar ajuda, pedindo que Bastos Pequeno fosse até a As­­­­sembleia Legislativa para conversar. "Queria que o declarante [Bas­­­tos Pequeno] administrasse uma pedreira que ele [Bibinho] tinha arrendado, mas que estava tendo prejuízo", relata o documento.

Durante seis anos, Bastos Pe­­­queno trabalhou para o ex-diretor do Legislativo na pedreira. O trabalho se estendeu até 2003. No ano seguinte, Bastos Pequeno foi nomeado para um cargo de confiança na Assembleia.

O contador confessou ainda ao MP que também entregou documentos pessoais para o ex-diretor – ele nem sequer soube precisar ao certo quando passou a ser funcionário do Legislativo. Mas tem certeza de que foi demitido em 2007, por ordem de Bibinho.

A exoneração foi apenas uma cautela do ex-diretor. "O Bibinho (...) disse que não seria bom que o declarante [Bastos Pequeno], que estava trabalhando nas fazendas dele [do ex-diretor], tivesse também vínculo com a Assembleia", diz o relatório do MP.

Segundo o depoimento, em 2005, dois anos antes de ser demitido do Legislativo, Bastos Pequeno foi chamado por Bibinho para administrar suas fazendas na cidade de São João D’Aliança, em Goiás. Ou seja, o contador admite que foi servidor fantasma da Assembleia. O trabalho nas fazendas lhe rendeu R$ 2 mil por mês e ele passou a administrar nove propriedades.

Em depoimento, Bastos Pequeno também acusou Bibinho de ter usado um artifício para pagar menos imposto em suas propriedades rurais. "Bibinho não possui firma agropecuária, atua como pessoa física com fins jurídicos, o que acarreta grande redução do valor dos impostos", disse o contador ao MP.

Uma equipe da Gazeta do Povo e da RPC TV esteve em Goiás em março e conheceu uma das fazendas de Bibinho, a Isabel – uma das maiores produtoras de soja da região. A propriedade, avaliada em mais de R$ 80 milhões, tinha dois aviões e contava com uma avançada tecnologia de irrigação – o que valoriza as terras. Bastos Pequeno, ao MP, disse que Bibinho tinha dois aviões – um ele negociou e o outro deu para o atual administrador da propriedade.

Deixe sua opinião
Use este espaço apenas para a comunicação de erros
Máximo de 700 caracteres [0]

Receba Nossas Notícias

Receba nossas newsletters

Ao se cadastrar em nossas newsletters, você concorda com os nossos Termos de Uso.

Receba nossas notícias no celular

WhatsApp: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.

Comentários [ 0 ]

O conteúdo do comentário é de responsabilidade do autor da mensagem. Consulte a nossa página de Dúvidas Frequentes e Política de Privacidade.