Villela defendeu Collor durante o processo de impeachment| Foto: Nélson Jr.TSE

Brasília - A Polícia Civil de Brasília trabalha com a hipótese de latrocínio (roubo seguido de morte) para explicar a morte do ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) José Guilherme Villela, 73 anos, encontrado na noite de segunda-feira, no apartamento em que morava com a família em Brasília.

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Segundo a delegada Martha Vargas, titular do 1.º DP, o apartamento da família do ex-ministro não foi arrombado, mas foram levadas diversas joias. Ela ainda acrescentou que as mortes de Villela, sua mulher e da empregada aconteceram entre as 19 h e as 19h30 de sexta-feira.

Ainda de acordo com Martha, um parente da empregada, Fran­cisca Nascimento da Silva, 58, falou com ela por telefone às 19h, mas não conseguiu estabelecer novo contato cerca de 30 minutos depois.

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Segundo a polícia, o corpo do ex-ministro tinha 32 marcas de facada. A mulher do ex-ministro, Maria Carvalho Villela, e a empregada, também foram esfaqueadas. Os corpos foram encontrados pela neta do ex-m inistro, que acionou a polícia.

"Todos levaram facadas. Dois corpos estavam entre o corredor de serviço, que dá acesso à cozinha da residência. O outro, da proprietária do imóvel, estava vindo dos quartos em direção ao hall do apartamento", afirmou a delegada.

Martha ainda afirmou que as câmeras de segurança do prédio não armazenaram as imagens que poderiam identificar os responsáveis pela morte do ex-ministro. Segundo ela, as câmeras apenas registram o momento, mas não armazenam. Até o início da tarde de ontem, nenhum suspeito pelo crime tinha sido identificado.

Villela advogou para o ex-presidente Fernando Collor durante o processo de impeachment, em 1992. Era formado em Direito pela Universidade de Minas e foi ministro do TSE na década de 1980. Ele possuía um escritório de advocacia em Brasília e atuava junto aos tribunais superiores.

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