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Paulo Ferreira foi preso na Operação Abismo, 31ª fase da Lava Jato. | Nilson Bastian/Câmara dos Deputados
Paulo Ferreira foi preso na Operação Abismo, 31ª fase da Lava Jato.| Foto: Nilson Bastian/Câmara dos Deputados

O ex-tesoureiro do PT Paulo Ferreira confessou na quarta-feira (14) ao juiz federal Sergio Moro que o PT, assim como os demais partidos políticos, trabalha com recursos não contabilizados.

Réu da Operação Lava Jato e preso desde 23 de junho, Ferreira foi interrogado em Curitiba.

Ele disse que “negar informalidades nos processos eleitorais brasileiros de todos os partidos é negar o óbvio”.

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Ferreira foi preso na Operação Abismo, 31.ª fase da Lava Jato. Além do ex-tesoureiro, 13 investigados são réus. O petista é acusado de ter recebido propinas nas obras do Centro de Pesquisas e Desenvolvimento da Petrobras (Cenpes), no Rio.

Durante o interrogatório, o juiz perguntou ao ex-tesoureiro: “O Partido dos Trabalhadores comumente tem feito declarações públicas de que não trabalha com recursos não contabilizados. Salvo engano, na minha compreensão, o senhor está afirmando algo diferente, que havia esses pagamentos, inclusive aqui na sua própria campanha. O senhor saberia explicar essa contradição?”

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Paulo Ferreira respondeu: “É um problema da cultura política nacional, doutor Moro. Eu não estou aqui para mentir para ninguém. Estou aqui para ajustar alguma dívida que eu tenha, minha disposição aqui é essa”.

Em seguida, declarou: “Negar informalidades nos processos eleitorais brasileiros de todos os partidos é, na minha opinião, negar o óbvio”.

Moro, então, perguntou: “Inclusive no Partido dos Trabalhadores, na sua campanha?”

“Exatamente”, admitiu Ferreira.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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