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Ponta Grossa

Funcionário da Câmara Municipal desviou mais de R$ 2 milhões dos cofres públicos

O funcionário exonerado da Câmara Municipal de Ponta Grossa, Rodrigo de Paula Pires, é acusado de ter desviado mais de R$ 2 milhões dos cofres da Casa entre os anos de 2004 e 2008, conforme reportagem veiculada pela RPC-TV nesta quarta-feira (18).

Pires, que foi por oito anos o assessor de contabilidade responsável pela folha de pagamento da câmara e recebia um salário de R$ 4,3 mil, confessou o crime em um depoimento ao Ministério Público, que investiga o caso. Foi também pedida a abertura de um inquérito policial e a quebra do sigilo bancário dele, que foi exonerado do cargo quando as investigações começaram. Além disso, os vereadores instalaram uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar o rombo e como o esquema funcionava.

O assessor tinha a senha da conta da câmara na Caixa Econômica Federal e controlava as despesas da Casa. A auditoria constatou que o desvio era feito pela folha de pagamento dos funcionários. "Ao fazer o envio, ele colocava no nome dele um valor que era bem acima que era o salário", contou o presidente da Câmara dos Vereadores Sebastião Mainardes ao Paraná-TV.

Os relatórios dos depósitos mostram a diferença dos salários recebidos. Pires chegou a embolsar R$ 50 mil em uma só parcela. Todo o esquema era feito num computador do sistema financeiro. A auditoria também constatou que o funcionário imprimia os extratos bancários e alterava as informações, fazendo que o caixa fechasse. Como não havia conferência, ninguém percebia a fraude. "Ele mexia no extrato, colocava o falsificado na documentação e ninguém percebia", disse o ex-presidente da câmara Valfredo Dzadzio à RPC-TV.

A reportagem do Paraná-TV conversou com Pires por telefone, mas ele não quis gravar entrevista. O Ministério Público ouviu na tarde desta quarta-feira outros dois ex-presidentes do legislativo municipal de Ponta Grossa que tiveram o acusado como assistente contábil. "As investigações estão sendo aprofundadas para verificar se ele agiu sozinho se há outras pessoas envolvidas", revelou o promotor Roberto Ouriques, que também disse ao Paraná-TV que o sistema de auditoria apresentava falhas que permitiram a fraude, assim como falhou o Tribunal de Contas na fiscalização.

O Ministério Público solicitou que a Polícia Civil ajude no rastreamento do dinheiro desviado. Rodrigo de Paula Pires pode pegar de dois a 12 anos de prisão pelo crime de improbidade administrativa, além de ser multado e perder os direitos políticos.

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