Alegando problemas cardíacos, Genoino estava em prisão domiciliar desde novembro de 2013| Foto: Pedro Ladeira/Folhapress

O ex-deputado federal José Genoino (PT-SP) se apresentou ontem à tarde ao Centro de Internamento e Reeducação dentro do Complexo Peni­tenciário da Papuda, em Brasília. Ele estava com o advogado Cláudio Alencar e o cardiologista Geni­berto Campos.

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A ordem para que voltasse à prisão foi dada na quarta-feira pelo presidente do Supre­mo Tribunal Federal (STF), Joa­quim Barbosa, com base em laudo médico atestando que o quadro de saúde de Genoino é estável e não grave.

Em novembro, após o início da execução das penas dos condenados do mensalão, o ex-deputado ficou menos de uma semana preso no presídio da Papuda. Alegando problemas cardíacos, ele foi transferido para um hospital em Brasília e depois para prisão domiciliar. No laudo encaminhado a Barbosa, a junta de médicos da Universidade de Brasília (UnB) afirma que Genoino tem controlado com medicamentos um problema de hipertensão e que a cirurgia na aorta, à qual foi submetido em julho, foi bem sucedida.

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O ex-deputado foi condenado a 4 anos e 8 meses de reclusão em regime semiaberto pela prática do crime de corrupção ativa. Em agosto, quando terá cumprido um sexto da pena, Genoino pode ser transferido para o regime aberto.

O advogado Claudio Alen­car afirmou que vai recorrer ao plenário do STF para tentar reverter a decisão que determinou o fim da prisão domiciliar. Após acompanhar seu cliente no retorno à prisão, Alencar criticou a ausência de médicos de plantão na penitenciária nesse 1.º de maio. De acordo com o advogado, o médico que atende no complexo está de férias e voltará em 10 dias.

Ele informou ainda que o médico de Genoino ficará à disposição para acompanhar o paciente, mas questionou a falta de profissionais do Estado. "O sistema penitenciário é que deveria prover a todos os internos o atendimento de saúde", completou.

O médico particular de Genoino, Geniberto Paiva Campos, disse que, no momento, ele está muito bem. "Os meses que ele ficou recolhido à sua residência com acompanhamento familiar foram muito bons para ele", disse. Para o médico, entretanto, a cardiopatia de Genoino é "gravíssima" e o sistema penitenciário não é o local adequado para tratar um paciente com esse quadro de saúde.